TRICAMPEÃO DA STANLEY CUP! LET'S GO PENS!

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Um mal necessário é preciso pairar nos céus de Pittsburgh

Obviamente, qualquer torcedor de determinada equipe sempre sonha e deseja que seu time esteja sempre nos holofotes e noticiários nacionais e porque não internacionais.
Nós, torcedores dos Penguins não podemos e nem somos diferentes dessa realidade esportiva mundial. E até porque, já estamos muito acostumados com todo esse clima de brilhantismo em Pittsburgh desde a temporada de 2006-07 quando Sidney Crosby e Evgeni Malkin fizeram sua primeira temporada juntos.
Também, eles foram "culpados" por isso desde a temporada inaugural. Juntos, eles foram responsáveis por 214 pontos. (125 para Crosby e 89 para Malkin).
**Já incluso os números dos Playoffs.

Mas, claro, não podemos esquecer outros jogadores que os cercaram desde tal data citada acima. Nomes como Marc-Andre Fleury, Jordan Staal, Tyler Kennedy, Brooks Orpik, Kris Letang, entre tantos outros contribuíram muito para que essa rotulagem pairasse sobre os céus de Pittsburgh.

Não querendo ser ingrato, mas tínhamos também um General-Manager que acompanhava a "onda" do time e tinha também o seu enorme peso. Ray Shero gostava das câmeras e sempre tinha um "As" na manga em todo período de trocas e um bom contato com os Free-Agents.
Não se falava em outra coisa a não ser o que, e quem Shero poderia fazer e trazer para o já elenco estrelado dos Penguins.

Jogadores estrelas, treinador badalado, GM ousado e algumas rotulagens sempre deixavam o time muito bem falado e também muito bem cotado para vencer a temporada, mesmo estando em meados de novembro/dezembro. E isso também nos dava uma pequena obrigação de cumprir e atingir as metas estipuladas por meios especialistas do esporte e de claro, também, seu exigente torcedor.
Ai novamente entra a figura de nosso ex-GM quando trouxe Jarome Iginla, Brenden Morrow, Douglas Murray, entre tantos outros.
Trocas trazendo James Neal e Matt Niskanen deu ainda mais ao GM uma credibilidade extra.
Para ser justo, vale ressaltar que Shero estava fazendo o seu trabalho e, de maneira brilhante. Mas indiretamente também colocando o time nas lentes das câmeras e ser figurinha carimbada nos jornais especializados do esporte.

Agora a página foi virada. Shero tomou seu caminho, assim como Dan Bylsma.
Jim Rutherford chegou para ser o novo GM e com ele veio Mike Johnston para ser o novo Head-Coach. Claro que ainda é cedo para julgar o trabalho de Rutherford. Até agora umas trocas aqui, outras acolá.
Seu movimento que mais chamou atenção(até tal data) foi a troca envolvendo James Neal, que foi enviado para o Nashville Predators e em troca recebemos Nick Spaling e Patric Hornqvist. Mas como diz o ditado: "Não há como agradar Gregos e Troianos", já que uns gostaram da troca e outros repudiaram a mesma.
Steve Downie (ex-Flyers), Blake Comeau (ex-Blue Jackets) e o goleiro Thomas Greiss (ex-Coyotes) chegaram sem fazer barulho.
Esse ultimo citado (Greiss), talvez nem seja o reserva imediato de Fleury, já que Jeff Zatkoff teve seu contrato estendido e deverá ter sua segunda oportunidade na liga.

Desta vez, a movimentação que mais chamou a atenção das mídias esportivas não foram chegadas e sim as partidas. Orpik e Niskanen juntaram suas malas e partiram para a capital americana após receberem uma proposta quase que irrecusável dos Capitals.
Orpik receberá perto de 28 milhões de dólares nos próximos 5 anos e Nisk até 2021 embolsará mais de 40 milhões de dólares.
Nosso ex-camisa 44 teve sua história em Pittsburgh e merece nosso respeito por isso. Mas já são 33 anos de idade e algumas temporadas sofrendo com lesões. Na ultima pós-temporada foram apenas 5 jogos disputados.
-Opinião do redator: Não acho que Brooks valeria tanto investimento financeiro por tanto tempo. Deveria ter lhe oferecido pelo menos mais uma temporada. Caso isso tenha sido feito e o mesmo tenha recusado, vou uma boa te-lo liberado.-

Por sua vez, Niskanen de 27 anos poderia ter permanecido em Pitts, mas ele se foi. E para seu lugar, nosso novo GM agiu rápido e trouxe o alemão Christian Ehrhoff.
O "problema" disso é que deixamos de renovar com Nisk por mais 4, 5 temporadas e acertamos com Ehrhoff por uma apenas temporada, por 4 milhões de dólares.
-Outra opinião do retador: Não perdemos e nem ganhamos com essa "troca". A grande questão é: "Porque apenas uma temporada Ehrhoff?". Você pode preferir nosso ex-camisa 2 ou nosso possível novo camisa 10. Tecnicamente não há diferença entre os dois, eles se equivalem, a diferença é que Ehrhoff é 5 anos mais velho-.
Só que mais uma vez não fomos badalados por tal aquisição. Ponto positivo.

Lee Stempniak acaba de juntar as malas e partir para Broadway, onde receberá 900 mil dólares dos Rangers por uma temporada. Pra lá também foi Tanner Glass, que não vinha fazendo muita coisa.
Deryk Engelland jogará em Calgary, enquanto Jussi Jokinen se mudou para Flórida e jogará nos Panthers pelas próximas 4 temporadas.
Joe Vitale também não ficou e partiu para jogar no "novo" Arizona Coyotes.

Fato é, que tudo isso que vem acontecendo ao longo das temporadas, os brilhos das câmeras, os holofotes, os destaques nos noticiários esportivos são nada mais nada menos que frutos do que a franquia plantou no passado. Claro, não podemos por esse "peso" somente nas costas de nossos dirigentes, pois nós, torcedores, seja no Brasil, Estados Unidos e ao redor do planeta terra vive se gabando em sempre ter um time favorito e competitivo.

Agora, a realidade está prestes a se tornar outra. Um novo trabalho, uma nova cara, foi assim que o manda-chuva, Ronald Burkle disse após a demissão de Shero.
Não podemos ser ingratos e culpar esses mesmos diretores por sempre nos dar um time competitivo, longe disso, mas agora é a hora de virar a chave.
Sim... Continuaremos tendo um time competitivo, pois temos dois dos cinco melhores jogadores do mundo, mas que todo esse brilhantismo e ar de favoritos vá para outro lugar. Para Manhattan por exemplo. Lugar onde tudo que acontece ganha uma carga de ibope além do comum.

Penguins, sempre favorito, mas as vezes, para o bem da equipe é bom que esse rótulo nos deixe... Pelo menos por enquanto.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

7 Mudanças do novo GM Jim Rutherford

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Mês de mudanças radicais no Pittsburgh Penguins, em especial na administração do time. Jim Rutherford foi nomeado no Gerente Geral, Jason Botterill foi promovido a Gerente Geral Associado e Tom Fitzgerald e Bill Guerin foram promovidos a assistente do Gerente Geral. Por último, Dan Bylsma foi demitido das suas funções como treinador.

UUOOU. Vamos com calma e explicar melhor o que o Pittsburgh Penguins procura, na verdade são 7 mudanças que você precisa saber: ´

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1. Estabilidade

Jim Rutherford traz para a função de GM a estabilidade. A equipe irá reavaliar toda a sua área de operações de hóquei. Essa é uma tarefa difícil para um jovem e inexperiente GM, principalmente com as expectativas da organização tão altas.

Rutherford tem 65 anos, e chega ao Pittsburgh Penguins com 20 anos de experiência como GM, tendo ocupado esta posição no Carolina Hurricanes nas últimas duas décadas. Sob sua orientação, o Hurricanes chegaram a duas finais da Copa Stanley e venceram uma, em 2006. Ele também trabalhou com todos os grandes jogadores da NHL e é amplamente respeitado em toda a Liga.

“Rutherford é um exemplo de classe e dignidade. Ficou claro que ele foi a escolha certa para o que a franquia pretende realizar. Sua visão, pensando no futuro do Pittsburgh Penguins foi o que realmente nos impressionou”, disse o CEO do Penguins David Morehouse.

2. Pessoal Jovem

Rutherford foi o mentor de Ron Francis no Carolina, podendo deixar o cargo de GM em abril. Em Pittsburgh, Rutherford estará trabalhando novamente com um jovem e promissor pessoal com Jason Botterill e Tom Fitzgerald.

Ambos, Botterill, 38 e Fitzgerald, 45 anos, foram entrevistados para o trabalho de GM do Penguins e participarão junto a Rutherford nas decisões no futuro. “Estou ansioso pela reestruturação da organização. Botterill irá colaborar ativamente em todos os assuntos e sua opinião será levada muito a sério”, disse Rutherford.

Bill Guerin fará a ligação entre o escritório e o vestiário. “Não faz muito tempo que Guerin deixou de ser jogador. Ele entende os jogadores e será meu elo de comunicação com eles. Ele irá me trazer os problemas dos jogadores ou saber se as coisas estão indo bem. Porque são questões que eu gostaria de lidar diretamente”, disse Rutherford.

3. Situação do Técnico

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Logo que chegou Rutherford decidiu demitir Dan Bylsma de suas funções como treinador. “Com a compreensão do que aconteceu aqui, determinamos que era hora de ir em uma direção diferente com o treinador”, disse o novo GM. Rutherford sabe o que quer do novo treinador e tem alguns candidatos em mente.

“Eu tenho uma pequena lista de treinadores em mente. O técnico terá que se ajustar ao estilo de jogadores que temos. Baseado nas equipes que competem conosco, teremos que ter um treinador que possa fazer os ajustes adequados durante um jogo, durante um período de tempo na temporada regular ou durante uma série dos playoffs”, disse Rutherford.

Os treinadores adjuntos foram mantidos – Tony Granato, Todd Rairden e Jacques Martin. No entanto é o novo treinador que irá decidir se manterá a equipe de treino para a próxima temporada. “Eu lhes dei permissão para conversar com outras equipes, se quiserem”, disse Rutherford.

4. Avaliação do Elenco

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Rutherford será encarregado de supervisionar a reforma no elenco do Penguins. Haverá grandes decisões a serem tomadas relativas aos agentes livres e a composição do lineup. “Eu não acho que temos todas as peças necessárias para fazer com que o Penguins volte a ser o time de 2009. Mas com algumas mudanças, e não mudanças radicais, pois não podemos fazer isso em um futuro próximo”, disse Rutherford.

5. Análises

Rutherford pode ter 65 anos, mas ele é uma pessoa que pensa a frente do seu tempo. Uma nova estratégia que ele irá trazer para o Penguins é a adição de uma pessoa analítica de hóquei. O Hurricanes já usavam análises e Rutherford sente que é um recurso valioso, embora não seja a ferramenta para se tomar a decisão final.

“As análises, se usadas corretamente, são ótimas para verificar a opinião de todos. Eu não vou tomar minha decisão final, como fazem no beisebol, apenas com base em análises. Mas estas análises serão muito úteis em convocações e trocas”, disse Rutherford.

6. Poder total com Comunicação aberta

Rutherford deixou claro que ele está no controle completo de todas as decisões de operações de hóquei. Mas ele comenta que irá se comunicar abertamente com a Gerência Superior em decisões pessoais. “Estou muito confortável com a minha posição de ter o controle completo. Sou uma pessoa que gosta de se comunicar. E vou ter comunicação total com a comissão executiva, o conselho e com os proprietários, Ron Burkle e Mario Lemieux”, disse o GM.

7. Conflito de Propriedades

Rutherford é proprietário de uma parte da franquia do Carolina Hurricanes, onde comprou parte da equipe ano passado. A NHL irá rever sua dupla posição como proprietário do Hurricanes e GM do Penguins e se ele deve ou não renunciar a sua participação acionária.

O proprietário e CEO do Hurricanes, Pete Karmanos disse que irão esclarecer esta situação em reunião, “suspeito que a Liga vai dizer que eu não posso continuar como acionista, aí eu vou pegar meu dinheiro de volta (risos)”, disse Rutherford.

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Dissecando o novo GM Jim Rutherford

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Jim Rutherford foi nomeado Gerente Geral do Pittsburgh Penguins no dia 6 de junho, tem 65 anos, é um dos executivos mais respeitados do hóquei. Foi GM da franquia Carolina/Hartford por 20 anos e levou o Carolina Hurricanes à Copa Stanley em 2006. Em abril deste ano ele saiu do cargo. “Jim provou ser um dos melhores executivos em nosso esporte, um homem que sempre se conduz com classe e dignidade e estamos animados em trazê-lo para Pittsburgh como nosso Gerente Geral”, disse Mario Lemieux e Ron Burkle, proprietários do Pittsburgh Penguins durante o anúncio no dia 6 e completam, “ele tem uma riqueza de conhecimento e experiência que poucos podem igualar e irá oferecer novas ideias e uma nova perspectiva para nossa organização”.

Rutherford foi eleito Executivo do Ano da NHL pelo The Hockey News em 2002 e 2006 e pela Sporting News em 2006. Sob sua liderança o Hurricanes foi à final da Copa Stanley duas vezes e venceu a Conferência Leste em 2002 e 2006 e chegou às finais de Conferência em 2009, conquistando três títulos de divisão.

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Ele também foi jogador. Atuou 13 temporadas na NHL como goleiro, inclusive com o Penguins de 1971 a 74. “Estou animado por esta oportunidade de voltar a Pittsburgh e tornar-me GM de uma franquia que sempre admirei. Trabalhar com Sidney Crosby, Evgeni Malkin e o grupo talentoso do Penguins, é algo que qualquer GM sonharia”, disse Rutherford.

Jim nasceu em Beeton, Ontário e foi draftado como primeira escolha em 1969 pelo Detroit Red Wings. Ele jogou na NHL de 1970 a 83 com o Detroit, Pittsburgh, Toronto e Los Angeles. Ele jogou 115 jogos com o Penguins, registrando 44-49-14 e uma média de 3,14 gols sofridos.

Quando sua carreira terminou, Rutherford se juntou ao Compuware Sports Corporation como diretor de operações de hóquei, em 1983. Supervisionou jogadores do juniores de hóquei para a empresa sediada em Detroit e foi nomeado GM do Windsor Spitfires da Liga de Hóquei de Ontário após a Compuware comprar a franquia em 1984. Ele foi homenageado como executivo da OHL em 1987 e 1988.

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Rutherford foi nomeado GM da Hartford Whalers da NHL em 28 de junho de 1995 e ajudou o clube na transição para Carolina em 1997. Ele também atuou como presidente da equipe. Ele seguiu como conselheiro do Hurricanes até que surgiu a oportunidade no Penguins.

No Penguins ele também terá a posição de vice-presidente executivo. Jim e sua esposa, Leslie tem um filho, James. E Jim tem uma filha adulta, Andrea.

 

Boa Sorte ao nosso novo GM, que traga muitas glórias ao Pittsburgh Penguins!

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domingo, 18 de maio de 2014

Ronald Burkle quer uma nova direção

Certamente, você, eu, nós brasileiros já estamos acostumados a vermos várias mudanças, reformulações e troca de comando quase que incessante em "nossos-esportes" quando determinadas equipes é eliminada de algo, já se sai logo de imediato tentando encontrar um culpado aqui e acolá. Mas o que será que nosso manda-chuva, Ronald Burkle, quis dizer quando se referiu que é hora de mover a franquia para uma nova direção?

A primeira resposta veio na demissão do nosso amado (pela maioria) General-Manager, Ray Shero, que, sim, tem sua parcela de culpa em mais um triste desfecho mês de maio.
Nosso agora ex-GM tem culpa no cartório porque é de responsabilidade dele administrar nosso salary-cap, realizar um bom Draft e fazer as famosas trocas, que o vem deixando famoso desde meados de 2006, quando foi contratado. É de responsabilidade dele manter o time em alto nível desde o título de 2009. Claro, a base já não é a mesma, pois passaram-se 5 longas temporadas. Alguns jogadores vieram e não deram conta do recado e, alguns mereciam um olhar mais clinico de Shero antes do mesmo deixa-los se tornarem Free-Agent, caso de Tyler Kennedy, Maxime Talbot e recentemente Matt Cooke.

É bem verdade que Talbot pediu uma grana bem salgada após marcar seus gols mais importantes de sua vida (não por menos) e ele acabou indo para os rivais estaduais Philadelphia Flyers após 6 temporadas com os Pens. Para os recém-chegados, Talbot, marcou os dois gols do nosso titulo da Stanley Cup de 2009 em cima dos Red Wings, em Detroit. O tempo passou, o jogador se auto valorizou, na temporada seguinte, ao lado de Kris Letang, nosso ex-camisa 25 jogou todas as 82 partidas da temporada regular, mas não bastou para Shero, que o deixou ir jogar no outro time da Pensilvânia.

Gostando ou não dele, nada muda o fato dele ter contribuído diretamente para nosso triunfo em 2009
Falando agora dos jogadores que chegaram e não obtiveram o mesmo sucesso de seus antecessores pelo nosso ex-GM:

Começamos com Mike Comrie foi à Pittsburgh para "passar umas férias" e após 21 jogos e 6 pontos já disse adeus.

Shero chegou a trazer um conhecido da equipe, o sul-coreano Richard Park, que jogou de 1994 à 1997 em Pittsburgh. E o que mais chama atenção, é que no seu retorno (2011-12) ele somou mais pontos em menos partidas disputadas do que os 4 primeiros anos com a equipe. De 1994 à 1997 Park disputou 58 partidas e somou 11 pontos, já no retorno foram 4 partidas a menos e 3 pontos a mais somados. Mas nada de extraordinário.


E não pense que a troca envolvendo Jordan Staal e Brandon Sutter (ex-Hurricanes) agradou a todos. Staal era de suma importância para nosso Penalty-Kill. A salvação de Shero veio com um leve murmúrio, onde nosso ex-camisa 11 teria dito que não era jogador de 3rd line, por mais que em muitas vezes ele atuava com Geno na segunda linha como Winger. Mas originalmente ele é Center e competir por espaço nas linhas de cima com Sid e até mesmo Geno não era lá uma disputa muito fácil para Jordan.

Com razões ou não, Staal tinha motivos para pensar assim, já que de 2007 à 2010 ele jogou todas as 82 partidas da temporada regular somando 126 pontos. No título de 2009, Jordan somou 9 pontos em 24 partidas nos Playoffs contribuindo diretamente para nosso terceiro título.

Outro murmúrio envolvendo Jordan, foi que ele possivelmente teria dito que um de seus sonhos na carreira era jogar ao lado de Eric, seu irmão mais velho e, que isso poderia ter afetado diretamente a decisão de Shero em troca-lo. Mas mesmo assim, nosso ex-camisa 11 merecia um pouco mais de carinho de nosso GM.


Na ultima temporada, Shero fez o que se espera dele, trouxe nomes de peso, jogadores que estavam secos para erguer a Lord Stanley pela primeira vez em sua carreira. Exemplo claro disso foi a contratação de Jarome Iginla, que dormiu jogador do Boston Bruins e acordou em Pittsburgh. No Calgary Flames, Iggy era dono do time, capitão e ídolo dos mais velhos aos mais jovens fans do time canadense.

Já em Pittsburgh a realidade seria bem diferente disso, o camisa 12 seria um suporte a Evgeni Malkin, Sidney Crosby e companhia limitada. Ele até fez o que se espera dele, foram 11 pontos em 13 jogos na temporada regular e somou 12 pontos em 15 jogos na pós-temporada, sendo nosso 4º maior pontuador da mesma. Talvez valesse a pena investir nele para mais uma temporada, Shero disse mais uma vez adeus para um jogador que merecia um olhar mais clinico e o jogador foi, agora de vez, para Massachusetts.

Vamos ser justos e dizer que o ex-12 se tornaria Free-Agent e não pediria poucos "milhares" de dólares por mais um ano. Mas se for parar e analisar friamente, seria um investimento em um curto prazo e, o melhor, estaria investindo na -digamos assim- tranquilidade dos nossos camisas 71 e 87. Nada feito!

Ele não veio sozinho, Shero trouxe com ele outro capitão, Brenden Morrow, esse com menos peso que o citado anteriormente, já que no Dallas Stars, ele já não vinha tendo uma temporada fácil. Até então havia sido 29 jogos e 11 pontos pela equipe texana. Morrow até somou seus 14 pontos em 15 jogos na temporada regular, mas na hora do "vamos-ver" foram apenas 4 pontos em 14 jogos. Mais um que se tornaria agente livre e analisando esse caso, Shero não exitou e disse certamente adeus para o camisa 10.

Para fechar o pacote de reforços, veio ainda, Jussi Jokinen. O desfecho dessa história todos nós sabemos decorado e o único legado disso foi Jokinen, que chegou sem fazer barulho, foi batalhando, conquistando seu espaço e nessa atual temporada que acabou diante do New York Rangers, o camisa 36 foi artilheiro e segundo maior pontuador da equipe na pós-temporada com 7 gols e 10 pontos, ficando apenas atrás de Malkin, que somou 14.


Falando agora da atual temporada, Shero diferentemente da temporada passada, quando recheou o time de estrelas foi mais cauteloso e procurou trazer jogadores para suprirem posições necessárias para o momento. Prova disso, foi que Ryan Kesler, do Vancouver Canucks estava sobrando no último Trade-Deadline e o nome dele sequer chegou ganhar forças em Pittsburgh.

Blake Wheeler, do Winnipeg Jets chegou ser sondado, mas sem mais que isso. Assim como Ryan Callahan, capitão do rival Rangers, mas esse, estaria insatisfeito na Broadway por ser recusado um salário, que na visão de seu GM, Glen Sather seria alto e não é segredo para ninguém que nosso teto salarial é um dos mais inflados da NHL. O resto da história de Cally todos nós já sabemos.

Shero agiu pontualmente e trouxe jogadores, que na ocasião, eram para suprir posições carentes naquele momento devida tantas lesões, que nos atrapalharam desde o primeiro dia da temporada regular.

Lee Stempniak do Calgary Flames e Marcel Goc do Florida Panthers chegaram sem fazer alardes, pois assim como todos os torcedores dos Pens e até mesmo eles sabiam que vieram para fazer o papel de "peões" da equipe. 
Stempniak veio por uma escolha de terceira rodada no próximo Draft e Goc por uma escolha de quinta rodada no próximo Draft e por uma escolha de terceira rodada em 2015.
Estes fizeram o que se esperava deles, nada além disso. Stempniak em 21 jogos anotou 11 pontos e Goc pontuou 2 vezes em 12 partidas na temporada regular.
Nos Playoffs, Stempniak em 13 partidas somou 3 pontos e Goc 1 ponto em 9 jogos. Culpar Shero por isso? Não seria justo, pois mais uma vez ele mostrou frieza e na hora fez o que achava que tinha que ser feito.

A temporada mais uma vez acabou antes da hora e junto com ela o reinado de Shero que durava já há 8 temporadas. Uma outra dúvida paira nos céus de Pittsburgh e, é essa dúvida que pode ter sido crucial para a demissão de Shero.

A quem diga que ele foi demitido por ter bancado Dan Bylsma após a fatídica varrida diante dos Bruins, quando Mario Lemieux e Ronald Burkle terem pedido a cabeça de Dan. Até que nada seja resolvido de fato, o interino Jason Botterill está fazendo o papel de bombeiro e tentando apagar o fogo que os Rangers ascenderam em Pittsburgh.

Caso seja Botterill seja efetivado ou um novo GM seja chamado, ele já terá que chegar tendo que fazer uma escolha nada fácil e resolver uma questão em Pittsburgh: "Manter Bylsma, como fez o seu antecessor ou fazer a vontade do patrão (Burkle), mover a franquia para outro caminho e nomear um novo Head-Coach?"

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O absurdo que é levar as coisas ao extremo


Junto a eliminação, alguns rumores começam a surgir entorno do futuro da franquia. A demissão de Ray Shero foi um indício de que muitas coisas mudarão no Penguins e certamente a equipe na temporada 2014-15 terá uma nova cara.

Dentre esses rumores, alguns certamente tem relevância, como é o caso das discussões sobre o futuro da comissão técnica e de alguns jogadores, principalmente aqueles que terão o contrato expirado e tornarão-se agentes livres irrestritos.
Mas, alguns outros rumores (geralmente criados sem nenhuma circunstância útil) são exemplos claros do que pode ser entendido como levar as coisas ao extremo. Não que eles sejam impossíveis, mas são tão pouco prováveis que acabam por serem ridículos.

Em meio ao que vem acontecendo, fiz essa postagem selecionando alguns dos rumores mais absurdos que surgiram, que em minha opinião são pouco prováveis de acontecer. Vale repetir novamente que não são impossíveis, apenas pouco prováveis.

Crosby perderá o posto de capitão! - De fato Crosby foi muito mal nos playoffs e ficou longe de ser o líder que era esperado por ser capitão do time, mas dificilmente perderá o posto. Tira-lo dessa posição por conta de uma pós-temporada ruim é um absurdo...

Crosby será trocado! - Mais infundado que o rumor de cima. Acham mesmo que uma pós-temporada ruim faria com que o Penguins trocasse o melhor jogador do mundo? Acredito que quem criou esse boato não se lembrou de tudo que o Crosby já fez pela franquia, tanto jogando como fora do gelo na questão financeira e moral.

Malkin será trocado! - Malkin renovou seu contrato na offseason passada, já disse inúmeras vezes estar feliz em Pittsburgh e é um dos jogadores mais importantes do time. Qual o motivo de troca-lo? Nenhum.

Malkin será trocado por Ovechkin! - Pelo lado do Capitals, o que motivaria o time da capital à trocar seu melhor jogador e símbolo da equipe? Pelo lado dos Pens, por que trocar um jogador que tem história na equipe por um que tem inclusive uma rixa com outro de nossos melhores jogadores? Totalmente infundado...

Malkin vai para a Rússia pois cansou de jogar melhor que o Crosby nos playoffs e não ser reconhecido por isso! - Não sei quem é mais enganado, o criador de um boato desses que acredita ter uma rivalidade entre Malkin e Crosby ou quem acredita em algo deste nível.

Lemieux se tornará técnico no lugar de Bylsma! - Lemieux nunca disse que queria ser técnico e acredito que ele esteja muito bem como um dos diretores do Penguins. A chance disso acontecer é 0,00000001%.

Neal e Letang estão fora do time desde o início dos playoffs, por isso jogaram mal! - Realmente Neal e Letang não foram bem, mas acreditar que eles estavam vendidos antes dos playoffs é querer achar explicações demais para algo que não tem. Eles não jogaram bem e ponto.

A demissão de Dan Bylsma seria o ideal para o Penguins

Iniciarei esse texto de maneira diferente do propósito. Pelo título, fica clara que a ideia é mostrar o porque a demissão de Bylsma seria o adequado, mas começarei destacando os motivos pelos quais não podemos tomar o atual técnico do Penguins como vilão.

Bylsma é um ex-interino que assumiu o time no meio da temporada 2008-09. Ninguém reclamaria com ele caso a equipe não classifica-se aos playoffs daquele ano, afinal isso era o mais esperado. Acredito também que ninguém sem experiência teria tido a coragem de assumir o posto em tamanha situação, ou melhor, quase ninguém, pois Bylsma assumiu nessas circunstâncias.
Não só assumiu como levou o Penguins aos playoffs e ainda por cima consagrou-se campeão. Um ex-interino sem experiência que assumia a equipe em meio a uma fase ruim e por fim acabou sendo campeão de uma das ligas mais disputadas do mundo, e isso tudo em menos de 6 meses...

Sem dúvidas, não dá para olhar para esse retrospecto e considera-lo como vilão, mas o Penguins não pode viver de passado. O agradecimento e o rep
Do título de 2009 até os dias de hoje já se passaram 5 temporadas, que culminaram em 5 eliminações, sendo todas elas para adversários classificados abaixo dos Pens. Não que seja algo anormal não vencer uma Stanley Cup em 5 anos, mas da maneira pelo qual as eliminações acontecem, fica claro que o Penguins poderia ter ido mais longe.

Bylsma certamente não é o único culpado por isso, mas sua demissão é peça importante para iniciar uma série de mudanças que o Penguins terá que passar se quiser voltar a ser campeão.
O treinador certamente fez um trabalho brilhante e terá as portas abertas caso seja cogitada sua volta aos Pens, mas o momento é de dar adeus, algo que seria bom para ambas as partes.

Para o Penguins, a saída de Bylsma significaria ares novos. Nenhuma grande mudança inicia-se com uma velha estrutura, portanto a demissão se mostra necessária ao ponto de que a franquia precisa de um novo comandante capaz de dar uma nova cara aos Pens.
Para Bylsma deixar Pittsburgh seria iniciar um novo desafio, aprender em novas franquias e crescer como treinador, uma vez que já ficou claro que seu ciclo no Penguins se encerrou e seu comando não trará novos bons resultados.

Vale lembrar que nenhuma grande mudança inicia-se com uma velha estrutura, e atualmente, Dan Bylsma e sua comissão são uma velha estrutura no Penguins.

O fim da era Ray Shero


Dia 16 de maio de 2014. Um dia normal como qualquer outro após a recente eliminação para o Rangers na final da divisão metropolitana. Exceto por um fato que com certeza mudará o futuro dos Pens...
Para melhor ou pior? Isso deixo para responder no fim deste texto.

O fato em questão foi a demissão de Ray Shero, que conforme foi avisado em uma entrevista coletiva, não é mais o GM dos Pens.
Rumores de que essa decisão havia sido tomada começaram a surgir logo após o jogo 7 que culminou com a eliminação. A efetivação veio somente hoje, dia 16 de maio, colocando fim aos boatos e dando início a uma certeza: a era de Ray Shero acabou.

Ray Shero chegou ao Penguins em 2006, no dia 25 de maio. A equipe não vivia uma boa fase e cabia ao novo general manager mudar muitas coisas a fim de recolocar os Pens entre as grandes franquias da NHL.
Ao longo de seus quase 8 anos de trabalho, Shero ficou famoso por protagonizar trocas ousadas e de grande impacto. Foi sob sua gerência que o Penguins contratou Marian Hossa, Pascal Dupuis e Jarome Iginla, além da escolha de Jordan Staal no draft de 2006.

O legado deixado sem dúvidas é muito expressivo. Ray Shero conquistou junto ao Penguins a Stanley Cup de 2009, além de individualmente ter se consagrado como melhor GM da NHL na temporada 2012-13.
O objetivo pelo qual o GM havia sido contratado em 2006 foi desempenhado com êxito, o que lhe renderá para o resto da vida o respeito e agradecimento dos torcedores do Penguins.

Embora tenha feito um grande trabalho, o ciclo de Shero acabou. A eliminação sofrida para o Rangers - a quinta seguida para adversários piores classificados - colocou em cheque seu trabalho. Em meio as mudanças que a franquia naturalmente tem que seguir, a primeira começou com a sua demissão...
E essa mudança será para melhor ou para pior? O fim do texto chegou, mas eu ainda não sei a resposta, ao menos o tempo responderá em breve...

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Análise da série - Penguins 4-2 Blue Jackets


O Penguins cumpriu o "dever de casa". Mesmo que tenha se complicado acima do normal, o time comandado por Dan Bylsma venceu o primeiro round dos playoffs e despachou o Columbus Blue Jackets.
Mesmo sendo de conhecimento de todos que os playoffs são quase que um campeonato paralelo ao que aconteceu na temporada regular, ninguém tinha dúvidas que os Pens eram favoritos na série. Alguns poucos apostavam no time de Ohio, mas a grande maioria dava a vitória do Penguins como certa.

As 4 primeiras vitórias já foram, restam 12 para chegar ao sonhado tetracampeonato. Abaixo, vai uma análise do primeiro round que visa resumir tudo que aconteceu na série entre Penguins e Blue Jackets.



RESUMO DAS PARTIDAS

Jogo 1 - Penguins 4 vs 3 Blue Jackets: O primeiro jogo foi uma clara demonstração de que a série não seria fácil. O time começou mal e chegou a estar perdendo por 3 a 1, mas a reação foi rápida e com auxílio do forte PP e da motivação extra da numerosa torcida que lotou a CEC conseguiu a virada e venceu pela diferença mínima de 1 gol.

Jogo 2 - Penguins 3 vs 4 Blue Jackets: A história do segundo jogo foi totalmente oposta ao do primeiro confronto. Dessa vez o Penguins começou bem a partida chegando a ter a vantagem de 3 a 1 e viu aos poucos o rendimento ir caindo até tomar o empate e posteriormente a virada no segundo overtime.

Jogo 3 - Penguins 4 vs 3 Blue Jackets: Um jogo muito parecido com o primeiro, mas dessa vez jogando em Ohio. O Penguins iniciou a partida de maneira horrível e chegou a estar perdendo por 3 a 1, mas em pouco tempo conseguiu uma boa reação (a partir do terceiro período) e venceu o jogo novamente pela diferença mínima de um gol.

Jogo 4 - Penguins 3 vs 4 Blue Jackets: Uma partida que demonstrou que o ditado "do céu ao inferno" pode ser válido. Os Pens começaram de maneira arrasadora e abriram 3 a 0 logo no primeiro período. Aos poucos o ritmo do time caiu demais e Fleury contribuiu com algumas falhas para que os Blue Jackets conseguissem empatar o jogo (faltando 22 segundos para o fim). O resultado no overtime não poderia ser diferente, com todo momentum à favor o time de Ohio venceu e forçou o jogo 6.

Jogo 5 - 3 vs 1 Blue Jackets: Em casa esperava-se que o time muda-se a postura e encontrasse a estabilidade necessária para vencer o confronto e decidir em Ohio. A vitória veio, mas a estabilidade não... Fleury se redimiu com grandes defesas e os Pens venceram novamente de virada, dessa vez por 3 a 1.

Jogo 6 - Penguins 4 vs 3 Blue Jackets: O último confronto foi de todos o mais tranquilo. Em dia inspirado de Malkin, o center russo fez um hat-trick que contribuiu para uma vantagem de 4 a 0 estabelecida nos dois primeiros períodos (o outro gol foi de Sutter). O susto final ficou por conta de uma tentativa de reação do time adversário que chegou a fazer 3 gols e quase forçar o overtime no final da partida.

ANÁLISE DO TIME



De fato todos sabemos que o Penguins não foi bem no primeiro round dos playoffs. Cumpriu com o dever de passar de fase, mas não jogou da maneira como era esperado. Os grandes nomes da equipe por muitas vezes deixaram a desejar e grande parte da dificuldade que o Blue Jackets exerceu foi criada pelos Pens.

A instabilidade da equipe foi um dos fatores que mais preocupou os torcedores. Grandes vantagens sendo perdidas em pouco tempo e desatenções logo no início das partidas fizeram com que uma série que tinha tudo para ser fácil se transformasse muitas vezes em uma tarefa extremamente difícil.
Em todos os jogos não teve 1 em que o Penguins realmente se impôs e dominou por inteiro. Tiveram períodos muito bons, mas uma partida inteira não. É claro que a dificuldade nos playoffs aumenta, isso é normal, mas nada justifica a instabilidade do time e a falta de domínio em situações em que não precisava-se muito para manter o que já havia sido feito.

Os pontos negativos certamente precisam ser revistos e melhorados rapidamente. Seja qual for o próximo adversário certamente o desafio será maior e os erros cometidos nesse primeiro round não poderão ser repetidos, caso contrário a recuperação será muito mais difícil.

Saindo um pouco do lado ruim e passando para o que de bom pode ser analisado, o Penguins mostrou-se uma equipe psicologicamente preparada para não desistir de partidas mesmo que essas pareçam perdidas, um requisito importante para um time que quer ser campeão.
Além disso, pode-se ver que até mesmo jogadores de linhas consideradas inferiores vem tendo um grande desempenho, algo que ajuda muito em jogos onde as grandes estrelas da equipe não se apresentam como o esperado.


FICOU DEVENDO


Crosby. O melhor do mundo realmente ficou devendo, e muito! Todos sabemos que por sua habilidade e capacidade de decidir um jogo a marcação em cima de Sid é muito mais rígida, ainda mais quando um time sabe que fará no mínimo 4 jogos com o Penguins e tem tempo para armar um esquema de marcação. Isso será assim nas próximas séries e em todos os próximos playoffs que Crosby jogar.
Mas, essa marcação é feita justamente por Crosby ser um jogador que desequilibra e portanto ninguém melhor que ele para conseguir escapar disso e decidir jogos nas pequenas falhas da defesa adversária, e isso ele não fez.

Claro, não se pode tirar tudo que Sid fez na série. Ele terminou com 6 assistências e nenhum gol, apesar de não ser péssimo, não é algo grande para um jogador de primeira linha com tamanha expectativa em cima.
Ainda mais quando se tratava de um adversário não tão forte, Crosby no mínimo devia ter aparecido como grande nome da partida uma vez. De todas, em nenhuma podemos cita-lo como grande responsável pela vitória dos Pens...

As atuações ruins nos 6 jogos da primeira fase renderam até mesmo alguns boatos de que o capitão estaria jogando lesionado, boato esse que foi desmentido por Dan Bylsma que afirmou: "Crosby está saudável e tem condição de jogar, assim como todos os outros jogadores que estão atuando".
Lesionado ou não o fato é que a postura de Sid terá que mudar e certamente ele terá de ser muito mais decisivo, algo que todos sabem que ele consegue ser.

O CARA DA SÉRIE


Niskanen. O que não tem na habilidade, tem na vontade... Niskanen pode não ser um dos defensores mais habilidosos do Penguins, mas com certeza foi o que melhor jogou nessa série e o que mais teve vontade.
Para um jogador que ao fim da temporada passada era cotado como um dos possíveis dispensados para abrir maior espaço no teto salarial o salto em sua moral foi muito grande. Jogou de maneira quase impecável e ajudou tanto defensivamente quanto ofensivamente.

É claro que quem acompanhou o Penguins desde a temporada regular já havia percebido que Niskanen vinha crescendo muito em jogos importantes e se tornando peça chave no sistema defensivo montado por Bylsma. Mas, nada melhor que deixar claro uma boa fase do que boas apresentações nos playoffs, certo?

Sutter, Jokinen e Kunitz foram outros que mereceram destaque, mas nenhum jogou com tanta vontade e ajudou tanto quando Niskanen. Foi na minha opinião, o cara da série, tanto emocionalmente quanto taticamente.


PITTSBURGH PENGUINS 4/16 - RUMO AO TETRA!!


Fotos: Getty Images.

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quarta-feira, 30 de abril de 2014

2ª Rodada: Quem queremos enfrentar?

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Nesta quarta-feira (30), o Philadelphia Flyers e o New York Rangers irão se enfrentar no Jogo 7 da primeira rodada dos playoffs da Stanley Cup. O vencedor irá enfrentar o Pittsbugh Penguins e é aí que nos perguntamos. Quem queremos ou seria melhor enfrentarmos ?

Jogos de playoff, quando não é o seu time é muito mais fácil de digerir. Pois quando é a sua equipe, é uma montanha-russa de emoções e sempre é intenso. Com isso em mente, esta noite pode ser uma das melhores noites de hóquei de todo o ano, pois teremos três Jogos 7. O confronto entre Flyers e Rangers é o que nos importa.

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Não queremos escolher com quem vamos jogar, claro que não, pois a medida que continuamos vencendo, iremos enfrentar jogos cada vez mais difíceis. O caminho para a Copa Stanley nunca é fácil. Como se diz no boxe, “Estilos fazem Lutas”. Estilos também fazem séries de playoff.

Ryan McDonaugh, Dan Girardi, Marc Staal e Anton Stralman com certeza formam uma grande defesa para o Rangers, que desligariam Sidney Crosby e Evgeni Malkin. Em se tratando de talento, Henrik Lundqvist é muito melhor que Steve Mason. No entanto, este ano contra o Penguins, a história se mostrou diferente:

Steve Mason vs Pens: 2-1, 1,92 GAA, 0,933 %defesas 1 vez não permitiu gols

Henrik Lundqvist vs Pens: 2-1-1, 2,88 GAA, 0,898% defesas

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Claramente, qualquer um preferiria enfrentar Mason, ao invés do “The King”, mas lembrando, “estilos fazem lutas”. Historicamente o Penguins vem sendo capaz de fazer a festa contra Lundqvist, mesmo em 2008, quando fizeram 14 gols em cima dele em uma vitória relativamente fácil em uma série de cinco jogos. Isso foi há muito tempo, mas é uma evidência de que Lundqvist pode não ser tão assustador para Pittsburgh como sua reputação sugere.

Mason também se mostrou forte após retornar de uma contusão, permitindo apenas seis gols em três jogos e ajudando o Flyers a ganhar dois jogos na série, mantendo o Philadelphia vivo, forçando o Jogo 7.

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O fator X destes confrontos é o Ataque. Philadelphia tem velocidade, tamanho, habilidade e agressividade para ir de igual para igual contra Pittsburgh. De Wayne Simmonds, Scott Hartnell, Claude Giroux, Sean Couturier e Brayden Schenn, enfim, a lista é longa de bons atacantes nos Insetos. Eles também sabem como envolver os jogadores do Pens no Power Play. Apesar do Pittsburgh saber que não deve cair nas travessuras, eles parecem sempre cair nesta armadilha.

Em última análise... esta análise realmente não importa. O Rangers tem também bons atacantes e a defesa do Flyers pode até remendar uma boa jogada. O Penguins irá enfrentar uma rodada contra (independente de quem for) um Grande Rival, que está ansioso e animado após vencer um Jogo 7 e maluco para botar Pittsburgh para fora.

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terça-feira, 22 de abril de 2014

Playoffs 2014 – Áreas a melhorar

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Apesar de o Pittsburgh Penguins estar vencendo por 2 a 1 a série melhor de sete dos playoffs contra o Columbus Blue Jackets, muitas áreas ainda precisam melhorar. No jogo desta segunda-feira, eles mostraram grande esforço depois de um começo ruim e foram recompensados no final do jogo com a vitória. Aqui, uma análise de algumas áreas específicas e sugestões para melhorar o desempenho da equipe.

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Power Play

O melhor Power Play da NHL na temporada regular está apenas 3-17 (17,6% de aproveitamento) nos três primeiros jogos dos playoffs. As equipes especiais são cruciais para determinar os vencedores e os perdedores dos jogos. Sendo justo, a equipe de Columbus foi agressiva e caçou os jogadores do Penguins, frustrando suas jogadas, evitando os passes que cruzam o gelo e facilitam a chegada da equipe ao gol. Sergei Bobrovsky não tem boas estatísticas no PK (0,875%), mas tem sido forte enquanto sua equipe está com um homem a menos.

A questão para o Penguins são os tiros a gol. 24 tiros a gol, em 17 Power Plays não é a chave para sucesso. A defesa de Columbus vem dando muito espaço para o Penguins atirar o disco, o que resultou em vários pontos para Paul Martin (6 assistências em 3 jogos) e Matt Niskanen (2 gols, 2 assistências).

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O Pens precisa trabalhar melhor o Power Play, fazendo passes inteligentes para que o puck chegue a James Neal e Evgeni Malkin em posições para disparar. Esta é uma correção básica, mas é bastante clara, sendo que o Columbus é agressivo (e bem sucedido) pressionando o Pens, evitando jogadas próximas ao gol, onde Malkin ou Sidney Crosby possam marcar.

Estrelas

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Crosby, Malkin, Neal e Chris Kunitz são todos goleadores, menos nestes três primeiros jogos. A equipe técnica do Penguins devem lembrar que o Columbus tem bons jogadores defensivos e treinadores com esquemas para limitar o jogo das estrelas, oferecendo menos espaço para eles jogarem.

Ainda assim, há algumas boas indicações para o Pens. Crosby foi melhor confrontando Jack Johnson na noite passada e chutou mais a gol (13-4), quanto os dois estavam no gelo. Malkin jogou melhor do que Crosby, mantendo o disco na zona ofensiva por mais tempo.

James Neal tem 16 tiros a gol em três jogos. Ainda não marcou gols, mas vem mantendo uma boa produção. O problema deles não é a criação de oportunidades para disparar o puck ao gol, ou receber o passe na zona ofensiva. Os tiros a gol estão simplesmente batendo em Sergei Bobrovsky, goleiro do Columbus.

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Bobrovsky é um bom goleiro, mas também é inconsistente. Ele defendeu os primeiros 25 tiros do Penguins no jogo 3 e parecia quase que tecnicamente perfeito. Seguia o disco com facilidade, suprimindo rebotes. Até que Brooks Orpik (dente tantos) conseguiu marcar o gol, mostrando que Bobrovsky é um goleiro talentoso, mas superável. As estrelas do Pens só precisam executar melhor as jogadas para vencê-lo.

Defesa

Dec 29, 2013; Columbus, OH, USA; Columbus Blue Jackets center Mark Letestu (55) passes the puck as Pittsburgh Penguins defenseman Rob Scuderi (4) during the second period at Nationwide Arena. Mandatory Credit: Russell LaBounty-USA TODAY Sports

É difícil não concordar quando os críticos dizem que Rob Scuderi passou de “The Piece” (A Peça) para “The Anchor” (A Âncora). Ele está afundando sob a pressão.

No jogo 1, 26 vezes o Columbus entrou na zona de ataque pelo lado onde Scuderi joga no gelo. Dezesseis tiros a gol foram disparados ao lado de Scuderi. Uma destas tentativas se tornou uma penalidade por interferência de Scuderi, que acabou se convertendo em gol no PP.

Esta foi a interferência que resultou no gol:

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Com o Penguins tentando proteger a vantagem de apenas um gol no Jogo 1, isso aconteceu:

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Não há dúvidas de que a gestão do Penguins viu (ou pelo menos, meses atrás “viu”) Scuderi como um defensor de qualidade. Até mesmo por isso o colocaram ao lado de Kris Letang, talentoso mas propenso a erros.

Mas é óbvio que Scuderi não pode cobrir os erros de outros jogadores. Talvez seja a lesão na perna que o deixou algum tempo fora na temporada, talvez ele não precisasse ter voltado este ano. Talvez seja apenas a idade e a progressão de um defensor mais velho que nunca foi tão rápido, mesmo em seu auge.

De qualquer forma, o Penguins realmente precisa fazer uma mudança. Hockey Profissional não é uma meritocracia. Sentimentos e intuições ainda são fatores que um treinador humano tem de usar para construir uma equipe completa a cada noite. Não está funcionando com Scuderi, não importa a maneira ou se há esperanças de melhorar o jogo com ele, se o Penguins é melhor com Scuderi fora do gelo.

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Scuderi é um alvo, e com razão. Columbus está tendo sucesso quando o fazem de alvo. Em cada um dos três jogos ele levou uma pequena penalidade. Seria corajoso da parte de Bylsma, reverter esta situação e sacudir sua defesa, especialmente agora vindo de uma vitória. Mas olhando para frente, é quase impossível imaginar que o desempenho de Scuderi melhore nos playoffs. O treinador tem de avaliar isso e tomar a melhor decisão para que o time possa jogar melhor, para Vencer.

Imagens: Getty Imagens

Gif: PensBurgh

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segunda-feira, 14 de abril de 2014

PLAYOFFS 2014 - ROUND 1: Blue Jackets Vs. Penguins

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“Best of You” do Foo Fighters para embalar o Post de hoje:

O confronto entre Pittsburgh Penguins e Columbus Blue Jackets sempre tive potencial para se tornar uma grande rivalidade, principalmente pela distância territorial, como acontece com o Philadelphia Flyers. Columbus inclusive é o adversário mais próximo de Pittsburgh geograficamente. O Consol Energy Center fica a cerca de 300 Km da Nationwide Arena. Cerca de três horas de carro.

As equipes jogaram 14 vezes em 13 anos, desde que Columbus entrou na NHL em 2000. Esta rivalidade aumentou um pouco, quando as duas equipes foram colocadas na mesma divisão no realinhamento da NHL realizado nesta temporada. E agora as equipes finalmente se encontram na primeira rodada dos playoffs da Stanley Cup 2014.

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Aqui vai alguns dados sobre o confronto entre as equipes:

O Penguins varreu o Blue Jackets nesta temporada, vencendo todos os cinco jogos. Pittsburgh venceu os dois primeiros confrontos nos dias 1 e 2 de novembro. Na primeira vitória, por 4 a 2 no Consol Energy Center, ainda estava jogando o goleiro Sergei Brobrovsky, que ficou fora um bom tempo depois, devido à lesões e doenças. Quem o substituiu foi Curtis McElhinney. No jogo do dia 2, Penguins fez 3 a 0 na Nationwide Arena.

O restante dos jogos foram decididos por 1 ou 2 gols de diferença. Beau Bennett marcou o gol da vitória no encontro das equipes, em Março, onde o Penguins venceu por 2 a 1. Ele disse que os resultados contra o Blue Jackets durante a temporada regular não significam nada nos playoffs, “não devemos pensar muito nisso. Ano passado vencemos Boston três vezes e em seguida eles nos varreram nos playoffs. Devemos tratar Columbus como se fosse uma nova série de temporada”.

Vale a pena ressaltar que o fator de maior sucesso para o Pittsburgh sobre o Columbus foram os Power Plays. O Penguins foi 5-19 (26,3%) de proveito no PP, enquanto no Penalty Kill foram 13-14 (92,9%) contra o Columbus.

IDADE E EXPERIÊNCIA

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Não há dúvidas que o Penguins tem mais experiência nos playoffs sobre o Columbus. Vamos ver se isto pode ser usado contra o elenco jovem do Blue Jackets. E quando digo jovem, quero dizer, muito jovem. O Blue Jackets é a equipe com jogadores mais novos na NHL, com uma média de idade em 26,1 anos (Pittsburgh é a terceira mais velha).

O Columbus está participando de sua segunda playoff na história da franquia. Foi varrido na primeira rodada em 2009 pelo Detroit Red Wings.

Para tornar ainda mais difícil para o Blue Jackets, por causa de lesões, a equipe vai para a pós temporada extremamente esgotada. Seu melhor jogador, Nathan Horton (que ganhou a Stanley Cup em 2011 com o Boston Bruins e participou na de 2013 também com o Bruins), está fora por seis semanas após uma cirurgia no abdômen.

“É um duro golpe. Ele é um goleador, é grande, forte e ágil, ajudando no ataque e defesa e tem bastante experiência”, disse o treinador do Blue Jackets Todd Richards. Columbus também pode ficar sem mais dois atacantes veteranos. Plum Umberger e Nick Foligno, ambos fora por tempo indeterminado devido à lesões.

Umberger inclusive, foi um dos melhores jogadores do Philadelphia Flyers contra o Pittsburgh durante a final da Conferência Leste em 2008. Marcou um gol e somou quatro pontos na série de cinco jogos, onde o Flyers venceu o Penguins. Depois de ser negociado para o Columbus na temporada seguinte, ele foi mais uma vez um dos melhores jogadores de sua equipe quando foram varridos pelo Detroit na primeira rodada, marcando três gols em quatro jogos.

No geral, Umberger tem 14 gols e cinco assistências em 26 jogos de playoff da NHL. Foligno também é bem familiarizado com o Penguins. Jogou em duas partidas com o Ottawa Senators em 2008/10, contra Pittsburgh. O Blue Jackets irá enfrentar praticamente a mesma equipe do Penguins que ganhou a Copa Stanley em 2009, que chegou à sua oitava playoff consecutiva.

FLEURY VS. BOBROVSKY

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Esta série será uma grande batalha entre os goleiros. O herói da Stanley Cup de 2009, Marc-Andre Fleury contra o Rei do Troféu Vezina (entregue aos melhores goleiros da NHL) Sergei Bobrovsky.

Fleury entra nos playoffs após mais uma temporada regular espetacular, uma das melhore de sua carreira. Mas no esporte, os jogadores não são julgados pelo que fazem na temporada regular, mas sim como se comportam na pós-temporada. E isso pesa quando se fala de Fleury, que jogou as duas últimas playoffs muito mal.

Durante os playoffs de 2013, Fleury foi substituído por Tomas Vokoun no jogo 4 da primeira rodada, contra o New York Islanders e não voltou mais no restante dos playoffs. Isso, um ano depois de permitir 30 gols em seis jogos em 2012, contra o Philadelphia Flyers, durante a primeira rodada dos playoffs. Fleury defendeu 0,83% e levou 4,63% gols.

Mas, mesmo que os números e resultados de Fleury nas últimas duas pós temporadas não foram lá essas coisas, isso não significa que ele não pode recuperar sua forma e ganhar a Stanley Cup como fez em 2009. Fleury durante a temporada trabalhou muito e melhorou muitas coisas, principalmente após suas experiências nos playoffs.

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No outro lado do rink, está a verdadeira razão pela qual o Columbus conseguiu chegar aos playoffs este ano. Bobrovsky provou ao longo das duas últimas temporadas que ele não é apenas um goleiro capaz, é um dos melhores da Liga. No entanto, ele ainda tem muito a provar quando se trata de playoffs.

Sergei tem apenas 25 anos e fez sete jogos de playoff na carreira. O Penguins jogou apenas uma vez contra ele nos playoffs, há dois anos, quando o Flyers venceu o Penguins. O goleiro participou do jogo 4 e levou cinco gols em 18 chutes a gol.

Nesta temporada, Bobrovsky jogou apenas um, dos cinco encontros entre as equipes, no dia 1º de novembro, quando ele permitiu três gols em 13 chutes e foi substituído aos 23:01 do jogo.

JOGO FÍSICO

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O estilo de jogo do Blue Jackets parece que foi feito sob medida para a pós temporada. Columbus tem um jogo físico incansável e é difícil de se jogar contra. Como o defensor James Wisniewski diz, “nós tentamos moer as equipes, de modo que no terceiro período, eles simplesmente não queiram mais jogar... temos um jogo pesado”.

Pode não ser o ideal para o Pittsburgh combater fogo com fogo. Jogo físico é importante, especialmente nos playoffs, mas o Penguins precisam jogar o seu jogo, da maneira que sejam mais bem sucedidos.

GOLEADORES

“O todo é maior que a soma de duas partes”, poderia ser o slogan do Blue Jackets. Não há muitas estrelas no vestiário da equipe, mas tudo bem. Quando se trata de colocar o disco no fundo da rede eles dão conta do recado. Columbus terminou a temporada regular com sete jogadores que marcaram pelo menos 15 gols. Ryan Johansen marcou 33 gols. A linha de defesa do Penguins terá trabalho em jogar com uma equipe que possui vários jogadores a serem marcados.

Pittsburgh em comparação, tem cinco jogadores que marcaram pelo menos 20 gols. A primeira e segunda linha do Penguins estão praticamente definidas. Mudaria apenas se Evgeni Malkin retornasse. Mas a terceira e quarta linha ainda será determinada por Dan Bylsma. O treinador disse que vai escolher com base no adversário. “Sabemos que contra o Columbus podemos colocar mais velocidade na terceira e quarta linha, capaz de marcar gols. Temos mais dois dias para treinar e vamos ver quem estará saudável para o jogo”, disse o técnico.

NOSSOS PESOS PESADOS

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Pulando das linhas de trás para frente, ter o melhor jogador do mundo na ofensiva não é nada mal. Sidney Crosby venceu seu segundo Troféu Art Ross na carreira. Marcou 104 pontos, 17 a mais que o segundo colocado Ryan Getzlaf do Anahein Ducks. Crosby também é o principal candidato a ganhar o Troféu Hart como MVP da Liga e entra nos playoffs descansado, saudável e com muita vontade. Além disso, Sid foi dominante contra o Blue Jackets em sua carreira. Ele foi o que mais pontuou contra Columbus na temporada regular. 17 pontos em 11 jogos.

Mas ainda não é certa a presença da outra estrela do Penguins nos playoffs. Evgeni Malkin perdeu os últimos 11 jogos da temporada com uma lesão no pé. Ele se lesionou na derrota contra o St. Louis por 1 a 0, no dia 23 de março. Geno já está patinando por conta própria e fazendo um treinamento com o treinador Mike Kadar, mas o técnico Dan Bylsma disse que não tem uma resposta definitiva sobre a disponibilidade de Malkin para o jogo 1 nesta quarta-feira (16).

RICHARDS E BYLSMA

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Quando o treinador do Columbus Blue Jackets, Todd Richards, ganhou seu primeiro emprego como Chefe de Banco, no Wilkes-Barre/Scranton Penguins, em 2006, na época ele tinha um jovem assistente, Dan Bylsma, que havia se aposentado como jogador a apenas três anos. A parceria durou dois anos, o WBS venceu 98 jogos na temporada regular e avançou para a final da Calder Cup em 2008.

Oito anos depois, os dois amigos agora serão inimigos na primeira rodada dos playoffs 2014. Bylsma e Richards se encontraram nove vezes na temporada regular. Richard venceu os três primeiros jogos, enquanto era treinador do Minnesota Wild, na temporada 2009/11. Bylsma venceu os últimos seis jogos, desde que Richards foi para o Columbus. Esta é a primeira vez que Richards vai para um playoff e já é a sexta playoff de Bylsma, onde já venceu a Stanley Cup uma vez.

Bylsma e Richards no início do ano trabalharam juntos mais uma vez, na seleção de hockey dos EUA, nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, na Rússia. Bylsma chegou a comentar sobre a influência de Todd sobre ele. “Meus primeiros quatros anos como treinador, dois deles foram com Todd. Aprendi muita coisa nestes anos, como aprendi sobre a forma de jogar e treinar de Todd. Temos algumas semelhanças, como as palavras que usamos no vestiário. Francamente, copiei muitas de Todd. Acho que tanto os jogadores e as equipes serão semelhantes”, disse Bylsma.

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