TRICAMPEÃO DA STANLEY CUP! LET'S GO PENS!

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terça-feira, 18 de junho de 2013

Personalidades #10 - Scotty Bowman


William Scott Bowman, ou simplesmente Scotty Bowman, nasceu no dia 18 de setembro de 1933 em Montreal, cidade da província canadense de Quebec. Atualmente, Bowman é aposentado e considerado um dos melhores treinadores da história do hóquei mundial!

Seu interesse por hóquei despertou logo quando criança. Assistir as partidas do Canadiens e jogar hóquei no gelo eram os principais hobbies de Bowman na infância.
Mas, um acidente acabou mudando para sempre sua história com o esporte. Enquanto jogava por uma equipe amadora, Scotty teve uma fratura craniana que encerrou sua breve carreira e fez com que seu sonho de se tornar jogador acabasse.

Sem nenhuma perspectiva de tornar-se um grande jogador, Scotty Bowman precisou encontrar uma nova maneira de continuar no mundo do hóquei. Sua visão de jogo e conhecimento do esporte facilitaram seu caminho para o ínicio da carreira de técnico.
Seu primeiro time foi o Ottawa Junior Canadiens (QJHL) na temporada de 1956. Com apenas dois anos de trabalho, seus comandados venceram a Memorial Cup de 1958 e coroaram o trabalho do treinador que se despediu deixando um grande legado.

Após deixar a franquia de Ottawa, Bowman passou a trabalhar com as franquias associadas ao Montreal Canadiens. Com o cenário da NHL consolidado, dificilmente o espaço em uma grande equipe apareceria sem que a liga mudasse drasticamente.

Foram alguns anos até que a mudança enfim aconteceu, novos times estariam entrando na liga e um deles interessou-se pelo trabalho de Bowman.
Sua carreira na NHL começou no St.Louis Blues como assistente técnico e posteriormente técnico principal após a demissão de Lynn Patrick.
As campanhas no time de St.Louis foram excepcionais, fazendo com que a nova franquia chegasse a três finais de Stanley Cup seguidas nos três primeiros anos da franquia. Mas, mesmo com o alto desempenho, uma briga com o dono do Blues fez com que Bowman deixasse o comando da equipe.

Scotty saiu do St.Louis Blues e logo apareceram novas propostas. O Montreal Canadiens foi quem acabou conquistando o treinador e fazendo com que o mesmo aceitasse a proposta de treinar a equipe pela qual torceu na infância. Seu alto conhecimento de inglês e francês facilitaram a escolha por parte da até então maior franquia da liga.
Seus anos em Montreal foram marcados por boas temporadas, eliminações traumáticas e cinco Stanley Cups, conquistadas em 1973, 1976, 1977, 1978 e 1979. Seu sucesso lhe garantiu o status de segundo treinador a conquistar mais vitórias pelo Canadiens.
Porém, seu reinado canadense acabou após uma discussão com os donos da franquia. Junto a ele, vários jogadores importantes deixaram a equipe e, rapidamente, a dinastia dos Habs acabou.

O sucesso do Canadiens projetou Bowman para um novo desafio, assumir o Buffalo Sabres e tentar conquistar a primeira Stanley Cup da franquia nova-iorquina.
Apesar de todo seu esforço, o título não foi conquistado, mas Scotty saiu do time tendo a marca de técnico que mais venceu no comando do Buffalo Sabres. Porém, foi com essa mesma equipe que Bowman sentiu pela única vez o gosto amargo de não ir aos playoffs.

Após o insucesso parcial na equipe de Nova Iorque, Scotty Bowman foi convidado para dirigir o plantel de jogadores do Pittsburgh Penguins. Ao aceitar a proposta, Scott mal sabia que voltaria a ser técnico em breve.
Com a morte de Bob Johnson em 1991, Bowman assumiu o comando da equipe provisoriamente e conquistou mais uma Stanley Cup como técnico. Seu título foi ofuscado pelas homenagens prestadas à Johnson, porém seu comando refletiu muito bem na equipe que não perdeu o foco após a morte de seu ex-treinador.
Bowman deixou o Penguins em 1993. Pelos Pens ele conseguiu uma Stanley Cup e o recorde de vitórias seguidas em uma temporada regular (1993).

Desde a saída de Pittsburgh, Scotty tornou-se treinador do Red Wings, e após alguns insucessos, conquistou três Stanley Cups (1997,1998 e 2002).
As excelentes campanhas feitas em Detroit fizeram com que seu nome fosse consolidado no cenário mundial do hóquei.
Em 2002, Bowman decidiu aposentar-se após o título conquistado. Ele terminou a carreira como segundo maior vencedor no comando do Detroit Red Wings.

Seu legado ficou para o esporte e o nome de Scotty Bowman é muito reverenciado em St.Louis, Montreal, Buffalo, Pittsburgh e Detroit.
Além das equipes nas quais fez história, ele também foi treinador da seleção canadense em três competições, tendo vencido uma delas e conquistado o vice-campeonato nas outras duas.

Em Pittsburgh o nome William Scott Bowman sempre será lembrado como o grande mentor da melhor equipe do Penguins de todos os tempos. Mesmo sem ter conquistado a Stanley Cup, seus comandados de 1993 entraram para a história como uma das melhores equipes de todos os tempos, além de é claro, conquistarem a liga no ano de 1992.

domingo, 9 de junho de 2013

Personalidades #9 - Bob Johnson


Robert Norman Johnson, também conhecido como "Badger Bob" ou Bob Johnson foi técnico de hóquei por quase toda sua vida. Faleceu no dia 26 de Novembro de 1991 aos 60 anos de idade.

Bob nasceu na capital do estado americano de Minnesota, a cidade de Minneapolis. Seu interesse por hóquei despertou desde cedo o que lhe levou a jogar hóquei pela Universidade de Minnesota.
Em seu período como jogador universitário, ele esteve sob comando de John Mariucci, um americano renomado como técnico de hóquei e que instruiu Bob Johnson durante sua juventude.

Os dias como jogador de hóquei certamente fizeram de Bob cada vez mais apaixonado pelo esporte, porém sua falta de habilidade perante aos outros jogadores acabaram dificultando uma possível entrada na NHL. O destino então lhe possibilitou exercer sua segunda paixão, a medicina.

Bob Johnson foi à Guerra da Coréia onde trabalhou na recuperação de soldados sul-coreanos. Mas, o hóquei ainda falava mais alto do que a sua profissão de formação, e logo Bob decidiu seguir os passos de seu mentor de juventude, John Mariucci.

Desiludido com a carreira como jogador, restou a Johnson se tornar técnico. Seu grande conhecimento de táticas de hóquei e as experiências de liderança que experimentou durante sua vida lhe credenciavam como um dos futuros grandes nomes no ramo.
Os primeiros times a creditarem à ele oportunidades foram equipes colegiais da região de Minnesota, e logo o Colorado College despertou interesse em tê-lo como treinador.

Mas o ápice de sua carreira universitária se deu pela Universidade de Wisconsin-Madison. Bob foi o técnico principal dos Bagders (nome dado a equipe universitária) por 7 temporadas, tendo conquistado três títulos da NCAA em 1973, 1977 e 1981.

Suas boas performances lhe renderam a vaga de treinador da equipe americana de hóquei. Bob Johnson liderou os americanos nas Olimpíadas de Inverno de 1976 e em outras diversas ocasiões. Embora tenha tido relativo sucesso, conquistou poucos títulos no comando da equipe nacional.

Não somente a seleção teve interesse em contar com o trabalho de Bob, algumas equipes da NHL estavam apostando suas temporadas na contratação do técnico. Quem se deu melhor foi o Calgary Flames que acabou contratando Johnson.
Na franquia canadense, Bob permaneceu até o ano de 1987. Chegou muito perto de conquistar a Stanley Cup, mas acabou sucumbindo na final para o Montreal Canadiens... Anos depois, Johnson veria seus comandados venceram a liga em 1989, mas ele já não era mais o técnico da equipe.

De 1987 à 1990, sua função de treinador deixou de ser exercida. Uma boa proposta para que Johnson passasse a ser o presidente da Federação Americana de Hóquei no Gelo lhe tirou da NHL. Após 3 anos exercendo um novo emprego, Bob resolveu deixar a presidência da federação e estava disponível novamente no mercado de técnicos...

O Pittsburgh Penguins se prontificou a contrata-lo, e o elenco recém formado com jovens valores agradou ao técnico que aceitou a proposta. Seu carisma e otimismo conquistou o grupo, e uma de suas celébres frases se tornou o principal slogan e lema da franquia até os dias de hoje.
"It's a great day for hockey", ou em tradução livre, "É um excelente dia para hóquei" virou o lema de uma campanha impecável do Penguins, uma equipe que empolgava a cada jogo e as chances de trazer a Stanley Cup pela primeira vez na história eram muito grandes.

Aos poucos as chances foram se tornando realidade, o Penguins havia pela primeira vez chegado até a final da Stanley Cup e teria a difícil missão de vencer o Minnesota North Stars.
Após 6 jogos de muita emoção, o título de melhor time da liga era finalmente do Penguins. Além de coroar Bob Johnson, a vitória eternizou nomes como Mario Lemieux, Tom Barasso entre outros que fizeram parte de uma campanha irretocável...

Mas, a alegria rapidamente deu lugar à uma tristeza. Em agosto de 1991, Bob foi convidado para treinar por um período curto de tempo a seleção americana de hóquei que disputaria a Canada Cup. Ao aceitar o convite, mal sabia ele que está seria sua última experiência com o hóquei americano.
Um aneurisma cerebral fez com que Bob Johnson fosse rapidamente hospitalizado, e após uma bateria de exames, foi diagnosticado um câncer cerebral.
Em seu lugar no Penguins ficaria o interino Scotty Bowman, mas Bob continuou ajustando detalhes da equipe quando assistia os jogos no hospital.

Ele morreu no dia 26 de novembro de 1991, deixando dois filhos e sua esposa. Em 1992 os Pens ganharam a copa sob comando de Bowman e colocaram o nome de Bob Johnson na Stanley Cup para homenagea-lo.
Durante a temporada 2008-2009 sua frase foi utilizada com slogan da campanha, que por fim resultou no tricampeonato. Atualmente "It's a great day for hockey" pode ser observada em diversos lugares da Consol Energy Center...

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Personalidades #8 - Dan Bylsma


Daniel Brian Bylsma, mais conhecido como Dan Bylsma, nasceu no dia 19 de setembro de 1970 na cidade de Grand Haven, situada no estado americano de Michigan.
Atualmente, ele é o técnico do Pittsburgh Penguins, função que exerce desde o dia 15 de fevereiro de 2009.

Mas, a história de Bylsma com o hóquei começou muito antes de seu contato com os Pens. Na sua infância a proximidade de Grand Haven com Michigan fez com que o até então menino acompanhasse com afinco o Detroit Red Wings.
A paixão pelo esporte cresceu tomando proporções gigantescas, a ponto de aos 18 anos, Dan decidir tornar-se jogador e integrar o elenco de diversas equipes amadoras, além da equipe universitária Bowling Green (CCHA).

Em 1989, o Winnipeg Jets escolheu Bylsma como 109ª escolha do draft de 1989. Embora recrutado pela equipe canadense, Dan não fez nenhum jogo pelas cores do antigo Jets e acabou sendo rapidamente mandado ao Los Angeles Kings.

Em Los Angeles, Bylsma recebeu o apelido de "Disco Dan" e fez poucas partidas, ficando grande parte de sua carreira atuando nas equipes afiliadas de ligas menores. Jogando como defensive forward, Dan viveu seu melhor momento quando foi nomeado capitão do Phoenix Roadrunners, franquia afiliada do Kings que jogava a IHL.

Após alguns anos em Los Angeles, o contrato de Dan expirou e o Mighty Ducks of Anaheim (atual Anaheim Ducks) se prontificou a integra-lo no grupo. O destino de Bylsma era continuar na Califórnia, porém dessa vez não eram as franquias afiliadas que necessitavam de suas habilidades.
Chegando em uma equipe com diversos problemas, Dan Bylsma foi muito importante durante a recomposição da franquia de Ananheim, chegando a fazer 17 pontos. Posteriormente foi nomeado capitão alternativo da equipe californiana...

Mas, algumas lesões e problemas acabaram atrapalhando o melhor momento de sua carreira. Em 2004 o anúncio oficial de sua aposentadoria trouxe um alívio para os torcedores do Mighty Ducks que já não acreditavam mais em uma recuperação.
Seu legado de reconstrução na equipe foi visto em 2007, ano em que o Anaheim Ducks (novo nome da franquia) conquistou a Stanley Cup.

Após desistir da carreira de jogador, Dan decidiu permanecer no hóquei, mas dessa vez como treinador.  Sua experiência em diversos campeonatos e uma grande visão tática fizeram com que o Cincinnati Mighty Ducks (AHL) contratasse-o como assistente técnico da equipe na temporada 2004-2005. Um ano depois, Bylsma continuou exercendo a mesma função, porém no New York Islanders.

Após alguns anos de vivência como assistente técnico, o Wilkes-Barre/Scranton Penguins (AHL) necessitava de um técnico para dirigir a franquia. O escolhido foi Dan Bylsma que assumiu a equipe na temporada 2008-2009.
Seus resultados na franquia agradavam muito, e já era certo de que Dan provavelmente dirigiria algum time grande na próxima temporada.

Porém, tudo foi antecipado devido a uma circunstância crucial na história de Bylsma com o Penguins.
Os Pens até então tinham como técnico o experiente Michel Therrien, que havia levado a franquia até a final da Stanley Cup na temporada 2007-2008.
Mas, mesmo com a mesma base vitoriosa, o Penguins não estava jogando bem e sofria para tentar conseguir uma vaga nos playoffs. A solução imediata foi demitir Therrien e deixar Bylsma em seu lugar como interino.

A situação fazia com que Dan Bylsma se tornasse o homem mais novo a comandar o Penguins (38 anos). Embora parecesse inexperiente em meio aos grandes técnicos da liga, Dan deu um show de comando e após uma grande sequência de vitórias, conseguiu o objetivo principal, levar o Penguins para os playoffs.
Seus bons resultados fizeram com que Shero efetivasse-o no cargo de treinador. Agora não mais interino, a missão era de vencer a copa e liderar um elenco cheio de jovens talentos.

Durante os playoffs, Dan deu novamente um show no comando e desbancou algumas equipes consideradas favoritas, entre elas o Capitals e o seu time de infância, Detroit Red Wings. Foram 16 vitórias e 8 derrotas, campanha que levou os Pens ao terceiro título da liga e corou a geração de Egveni Malkin e Sidney Crosby.

Após o titulo conquistado, a sorte não jogou ao lado do treinador. Várias lesões de seus principais jogadores lhe custaram eliminações nos playoffs e até mesmo críticas ao seu trabalho. A maioria delas foi rebatida no ano de 2011, quando Bylsma foi nomeado melhor treinador da temporada recebendo o troféu Jack Adams Award.

Atualmente ele continua como peça importante do Penguins e tornou-se o técnico que menos tempo necesssitou para atingir 200 vitórias na NHL. A marca foi atingida no dia 22 de Abril, quando o Penguins venceu o Senators por 3 a 1 jogando em Ottawa.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Personalidades #7 - Dave Molinari


Dave Molinari nasceu em 1955 na pequena cidade de Glassport, região que fica aproximadamente 16km de distância de Pittsburgh. Mesmo tendo vivido toda sua infância no local de seu nascimento, Dave viajava constantemente para Pittsburgh, principalmente para assistir os jogos do Pirates e do Steelers.

Quando Dave completou 12 anos de idade, uma novidade tomou conta dos arredores de Pittsburgh, uma nova equipe estava nascendo na cidade para fazer parte da NHL. O entusiasmo pelo esporte relativamente novo fez com que Molinari passasse a acompanhar também o Penguins, que na ocasião vivia seu primeiro ano.

Alguns anos se passaram e Dave Molinari decidiu cursar jornalismo. Suas notas na Elizabeth Forward High School lhe valeram uma vaga na Penn State (Universidade Estadual da Pensilvânia) onde ele aprimorou sua escrita e passou a inserir-se no meio jornalístico americano.
Após sua formação, Dave trabalhou em alguns jornais pequenos da região de Pittsburgh, sempre tratando de seu tema favorito, o Penguins.

Mas foi em 1993 que Molinari teve sua melhor oportunidade de aparecer para o cenário americano de jornalismo. O Pittsburgh Post-Gazette, principal jornal da região metropolitana de Pittsburgh, ofereceu a ele a chance de escrever sobre o Penguins na coluna de esportes.
Dave aceitou a proposta e passou a acompanhar diariamente a franquia, se tornando um dos principais nomes no que diz respeito a informações confiáveis e inéditas.

Em 2009, após 27 anos acompanhando o Pittsburgh Penguins, Dave Molinari foi premiado e inserido no "Hall da Fama" dos Pens. Ele e Mike Lange são os únicos jornalistas que tiveram este privilégio...
Atualmente, Dave continua acompanhando o Penguins e escrevendo para a Post-Gazette, além de informar os torcedores por meio de seu twitter que é totalmente destinado as informações dos Pens.


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Personalidades #6 - Iceburgh

Essa postagem é apenas um complemento do artigo escrito pelos redatores do PensFanatics: http://pensfanatics.blogspot.com.br/2013/03/especial-iceburgh.html
(Sugiro a todos que leiam o post de nosso blog irmão, o trabalho realizado por eles na obtenção de informações sobre o Iceburgh foi sensacional! Esta postagem do Pittsburgh Penguins Brasil é apenas um complemento).


Iceburgh é o nome dado ao mascote do Pittsburgh Penguins. Ele estreou na liga no ano de 1992, na época em que o Penguins tinha o melhor time da liga.
Sua entrada acabou sendo possibilitada devido ao crescimento no número de torcedores dos Pens, muitos deles acostumados com os tradicionais mascotes de Pirates (MLB) e Steelers (NFL).

A função de Iceburgh em sua estreia era de entreter os torcedores durante o intervalo, entre as principais atividades de entretenimento estavam, realizar palhaçadas, dançar com fans presentes na arena e brincar com as crianças!
Como é de costume de todos os mascotes da NHL, Iceburgh adotou a música Cotton Eye Joe para sua dança típica.

Seu sucesso foi tanto que a franquia afiliada do Penguins, o Wilkes-Barre/Scraton Penguins (WBS Penguins ou Baby Pens) adotou como mascote um "irmão" de Iceburgh.
O mascote recebeu o nome de Tux e utiliza uma fantasia quase igual ao de seu "irmão mais velho".

Mas, sua ascensão ao mundo dos mascotes continuou em crescimento! Em 1995, Iceburgh apareceu no filme Morte Súbita (Sudden Death) e contracenou com Jean Claude Van Damme.
Na ocasião, o mascote do Penguins era um dos vilões do filme que se passava dentro da Mellon Arena, durante um jogo de 7 das finais da Stanley Cup.

Devido ao seu carisma e suas aparições dentre o mundo dos famosos, Iceburgh passou a ser considerado um dos mascotes mais emblemáticos da NHL.
Seu ápice se deu em 2001, quando o mascote do Penguins foi convidado a participar do Mascot Games (Jogos Olímpicos de Mascotes). Na ocasião, Iceburgh disputou diversos jogos, entre eles a tradicional esgrima de cotonetes gigantes!

Além de seu lado humorístico, o mascote também realiza vários projetos ligados a fundações que visam a melhoria das condições de vida de diversos cidadãos, como por exemplo algumas organizações de auxílio a crianças com câncer.

Atualmente você pode encontrar o Iceburgh em diversos lugares! Nos Jogos Olímpicos de Mascotes, no NHL All Star Game, em projetos sociais em Pittsburgh e é claro na Consol Energy Center durante os  intervalos ou assistindo a partida!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Personalidades #5 - Sidney Crosby


Sidney Patrick Crosby, ou popularmente apelidado de "Sid the Kid", é o atual capitão do Pittsburgh Penguins e o segundo jogador da história da franquia a levantar uma Stanley Cup com o "C" na camisa.

Crosby nasceu no dia 7 de agosto de 1987, na cidade de Cole Harbour (Nova Escócia-Canadá). Desde pequeno seu pai o incentivou a gostar de hóquei fazendo com que o menino criasse verdadeira paixão pelo esporte ao assistir seu até então time, o Montreal Canadiens.

Mas ao contrário do que muitos pensam, Sid não apenas cultivou essa paixão pelo hóquei, a mesma foi correspondida e o menino desde criança tinha um talento incrível com o stick. A combinação entre seu dom, e treinos em uma sala de dispensas de sua casa o fizeram despontar rapidamente entre as outras tantas crianças que queriam ser jogadoras de hóquei.

Aos 12 anos, Crosby foi jogar no time de sua cidade, o Cole Harbour Red Wings. Após um ano atuando nesta equipe amadora, Sid foi transferido para mais duas equipes de ligas juniores desconhecidas...
O grande passo para se tornar um jogador profissional veio em 2003, quando o até então garoto, decidiu jogar no Rimouski Océanic da QMJHL.... Suas grandes exibições lhe renderam vários apelidos e comparações, e rapidamente Crosby já estava dando suas patinadas pelas seleções canadenses de base.

Após dar show na QMJHL e nos campeonatos internacionais juniores, Sid era sem dúvidas o principal nome a ser cotado como primeira escolha do draft de 2005. Quis o destino, que justamente nesse ano a ordem de escolhas fosse determinada por um sorteio, já que a temporada havia sido cancelada devido ao locaute.
Quis o destino de novo, que o Penguins adquirisse a primeira escolha geral... Mesmo sem o anúncio oficial, no dia 22 de Julho (data do sorteio), todos sabiam que a escolha dos Pens seria Sidney Crosby.

Chegado o grande dia 30 de Julho, na cidade de Ottawa, Sidney Crosby foi escolhido para ser o mais novo jogador do Pittsburgh Penguins e seu talento promissor trazia ares novos a uma franquia que estava praticamente falida.
Com um time recém montado com valores jovens, Crosby foi a cereja do bolo para acabar a formação de uma equipe muito promissora.

Restava saber se Sid corresponderia a altura de sua fama, e o menino da modesta Cole Harbour não decepcionou! Em sua segunda temporada o jogador foi o maior pontuador da liga, conquistando os troféis Art Ross, Hart Trophy e Lester B. Pearson (atual Lindsay).
Uma temporada depois, já como caitão da franquia, Crosby liderou o Penguins até as finais da Stanley Cup, que culminou no vice-campeonato após a derrota para o Detroit Red Wings.

Mas, mesmo com suas premiações individuais e o status de melhor jogador da liga, Crosby queria mais! Um ano após o vice campeonato, ele novamente liderou a equipe até as finais e dessa vez levantou a Stanley Cup em cima do mesmo Detroit Red Wings que era o atual campeão.
Com a façanha, Sid se tornou o capitão mais jovem a ser campeão da NHL

Um ano após dar alegrias a toda a torcida do Penguins, Crosby também voltou a suas origens e alegrou milhares de canadenses ao marcar o gol da medalha de ouro nas Olímpiadas de Vancouver. Foi a primeira vez que o Canadá venceu o título jogando em casa, e a vitória foi em cima do arqui-rival, Estados Unidos.

Mas, a boa fase loco sucumbiu aos problemas com lesões. Crosby acabou se lesionando gravemente duas vezes, resultando na perda de várias partidas e ritmo de jogo.
Sem ele, o Penguins continuou seu caminho sendo liderado pelo russo Egveni Malkin, porém as chances de vencer a copa eram pequenas e o período sem o capitão foi marcado por eliminações traumáticas nos playoffs.

Atualmente Crosby está recuperado e atuando pelo Penguins! Ele foi o grande destaque da temporada 2012-2013 e é um dos cotados a ser capitão da seleção canadense de hóquei no gelo.

OBS: Sid é um dos jogadores mais supersticiosos da liga, vide abaixo a foto.

"Crosby tem que ser o único a colocar a "fita" em seu stick. Se alguém tocar neles após terem sido colocadas as fitas, ele refaz todo o processo. Ele tira a fita e recoloca a mesma na blade inteira. Quando os Penguins estão jogando fora de casa, Crosby usa as fitas dadas pelo time da casa, não as fitas que o Penguins leva."

"Como se não fosse o bastante, Crosby come nos mesmos restaurantes em cada cidade. Toda vez. Ele também evita falar com sua mãe antes do jogo (a última vez que ele fez isso, sofreu uma séria lesão no jogo daquela noite).

"Finalmente, quando Sid the Kid está no carro ou no ônibus e o veículo passa por um trilho de trem, Crosby tira seus pés do chão e toca o vidro em qualquer lugar do carro".


sábado, 4 de maio de 2013

Personalidades #4 - Michel Brière

Michel Briere Penguins.jpg

Michel Edouard Brière, nasceu em Malartic, uma cidade na província de Quebec, no Canadá. Michel ficou famoso após algumas boas exibições na NHL, mas em decorrência de um acidente automobilístico que lhe custou a vida, sua carreira foi interrompida muito precocemente.

A história de Brière no hóquei começou muito cedo, desde criança o menino de Malartic já gostava de jogar patinar... Quando adolescente, foi jogar no Shawinigan Bruins (atual Shawinigan Cataractes da QMJHL) e por lá despontou fazendo diversos pontos.

Em 1969, dois anos após a expansão da NHL, Brierè foi draftado como 26ª escolha pelo até então recém-nascido Pittsburgh Penguins. Ambos precisavam um do outro, por um lado a franquia necessitava de um grande jogador para se firmar em meio aos times denominados "Original Six", e por outro o próprio Michel precisava se afirmar na NHL após tanto fazer nas ligas juniores.

Briére não decepcionou! Em sua primeira temporada levou o Penguins até o segundo round dos playoffs e quase deu a franquia sua primeira Stanley Cup. Suas boas exibições fizeram com que a mídia passasse a considera-lo como uma das possíveis estrelas da liga, e o jogador também faturou o prêmio de novato do ano do Pittsburgh Penguins.
Muito se falava sobre o rendimento de Michel Brière na temporada 1970-1971, e alguns otimistas apostavam que o jovem jogador seria capaz de levar o Penguins ao título, sendo assim o primeiro time pós-expansão a conquistar a liga.

Por uma fatalidade, Brière nunca jogou a temporada 1970-1971. No dia 15 de Maio de 1970, a até então estrela dos Pens se envolveu em um acidente de carro enquanto voltava para Quebec. Na ocasião, Michel estaria retornando a sua província natal para casar-se com sua namorada de infância, com a qual tinha um filho.
O impacto causado pela batida fez com que Brière sofresse um traumatismo craniano e fosse hospitalizado em situação grave, poucos acreditavam em sua recuperação.
O Penguins por sua vez continuou com suas atividades normais, e viajou para realizar a pré-temporada (inclusive, chegou a levar os equipamentos de Michel caso o mesmo se recuperasse a tempo).
Dez meses depois, os Pens terminaram uma temporada pífia e não se classificaram para os playoffs. Nove dias depois, Brière faleceu, as 4:20 da manhã após ter permanecido 11 meses em coma.

Após sua morte as chances de Stanley Cup do Penguins passaram a cada vez diminuírem mais e a camisa de número 21 foi aposentada pelos membros da equipe. O retiramento formal do número veio apenas no ano de 2001...

Brière foi o primeiro grande jogador a patinar pelos Pens, por uma infelicidade acabou falecendo. Em sua opinião, se a vida tomasse outros rumos e Michel continuasse vivo, teríamos mais que 3 Stanley Cups?!


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Personalidades #3 - Mario Lemieux

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Mario Lemieux nasceu em Montreal, no dia 5 de outubro de 1965 e é considerado um dos melhores jogadores da história da NHL. O jogador obteve tanto destaque na mídia norte-americana que hoje é um dos poucos a estampar seu nome na calçada da fama, no Canadá.

Desde pequeno, Mario já apresentava o dom de jogar hóquei. Em competições infantis, o futuro maior jogador da história do Penguins sempre era o artilheiro e chamava a atenção de muitos moradores de Montreal.
Seus pais (mãe dona de casa e pai engenheiro) sonhavam em vê-lo atuando na NHL, mais precisamente no time da cidade, o Montreal Canadiens que na época era a maior potência inquestionável do hóquei norte-americano.

O garoto aos poucos cresceu e em 1980 foi atuar no Montreal-Concordia, equipe amadora em que Lemieux ficou apenas um ano até acertar sua ida ao Laval Voisins da QMJHL.
Na franquia, Mario despontou para o mundo do hóquei após fazer excelentes temporadas que lhe custaram o apelido de "novo Wayne Gretzky", por esse motivo o até então jovem talento usava a jersey de número 66, que era o 99 de Gretzky de ponta-cabeça.
Durante o período atuando no Laval, Lemieux foi convocado para defender a seleção canadense no campeonato mundial junior em 1983 e quebrou diversos recordes da QMJHL que até então eram considerados imbatíveis!

Em 1984, sua história começou a se misturar com a do Penguins... No draft, após ser escolhido como primeira escolha geral da liga, Lemieux não tinha mais dúvidas que jogaria no Penguins. No momento de sua escolha porém, o jovem jogador não gostou muito da equipe que defenderia, principalmente pelos problemas financeiros que a mesma apresentava.
(Vídeo do draft: http://www.youtube.com/watch?v=mdgu1Bt38No).

Em sua chegada ao Penguins, Lemieux se deparou com uma franquia totalmente falida e sem nenhum vislumbramento de glórias. A pequena torcida que comparecia as partidas vivia insatisfeita com a equipe e os rumores de mudança de cidade eram cada vez maiores...
Aos poucos, o jovem talento ia conseguindo junto a outros bons jogadores reerguer os Pens e colocar a equipe em um patamar alto. Mesmo limitado por falta de recursos, Mario conseguiu neste período diversos prêmios e era considerado uma das maiores promessas do hóquei mundial, seu único problema era uma hérnia de disco que o atrapalhava por diversas vezes.

O auge veio em 1991, alguns anos após sua chegada na franquia. Até então, o Penguins nunca havia conquistado a Stanley Cup e a grande esperança era Mario Lemieux, que já havia inclusive conseguido o posto de capitão do time.
Com alguns reforços contratados, a equipe de Pittsburgh era uma das favoritas a vencer a NHL... Restava saber se o capitão iria conseguir responder as expectativas e comandar o Penguins até as finais.
Naquele ano Lemieux liderou os Pens rumo ao primeiro título da liga, e por fim conseguiu seu objetivo ao vencer o North Stars na final! Deste momento em diante, Mario já havia deixado de ser uma promessa e se tornava a mais nova realidade do hóquei mundial...

Em 1992 veio a "dobradinha". Segundo título dos Pens após uma varrida sobre o Blackhawks! Uma das duplas de maior impacto já vistas fez com que a taça continuasse em Pittsburgh...
Ao lado de Jagr, Lemieux liderou novamente o Penguins e escreveu pela segunda vez seu nome na Stanley Cup.
Já em 1993, o tricampeonato não veio por pouco... Após ter montado uma equipe sensacional, o Penguins foi derrotado dramaticamente pelo New York Islanders e se despediu de uma das melhores épocas da história da franquia...

Lemieux continuou jogando, porém os problemas de saúde começaram a ficar mais graves. Após anunciar que havia contraído um Linfoma de Hodgkin, o capitão dos Pens passou a perder diversos jogos na liga em decorrência de seu tratamento.
O fim de sua carreira estava decretado, após um período de muitas vitórias no Penguins era a hora de pendurar os patins? Em 1997, após uma derrota para o Flyers durante os playoffs, Lemieux decidiu se aposentar pela primeira vez e foi aplaudido inclusive por torcedores do maior rival...

Em paralelo a sua aposentadoria, o Penguins começava a voltar a viver momentos difíceis financeiramente. Novos rumores de mudança de cidade e vendas de vários jogadores para pagamentos de dívidas começaram a se tornar cotidiano na franquia...
Em 1999 o capitão reapareceu para salvar os Pens, desta vez fora do gelo. Em uma concordata, Lemieux comprou os direitos da equipe e passou a trabalhar como presidente e diretor administrativo...

Um ano após adquirir parte dos direitos da franquia, Mario Lemieux voltou a jogar e tentou reerguer o Penguins que vivia momentos complicados. Já sem a mesma vivacidade de antes, o capitão muito tentou, mas infelizmente não contava com grandes nomes que lhe dessem uma boa base para levantar os Pens.
Seus últimos atos como jogador foram a medalha de ouro olímpica e as ajudas ao até então jovem talento, Sidney Crosby.
Em 2006 sua segunda e definitiva aposentadoria pegou a todos de surpresa, foi revelado que Lemieux tinha um problema cardíaco que colocava sua vida em risco!

Atualmente, Mario trabalha nas funções administrativas da franquia e é considerado o maior jogador do Penguins de todos os tempos. Seu número (66) foi retirado e está no teto da Consol Energy Center ao lado do 21 de Briere...
Dentre suas conquistas como dono da franquia, se destacam a construção da nova arena (CEC) e o draft de novas estrelas como Malkin e Crosby.

Lemieux terminou sua carreira como jogador tendo somado duas Stanley Cups, 1723 pontos pelo Penguins, três Hart Trophys e uma medalha de ouro olímpica pelo Canadá.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Personalidades #2 - Ray Shero


Rejean Shero, ou simplesmente Ray Shero nasceu em Saint Paul, Minnesota em 1962, tendo atualmente 50 anos de idade. Atualmente é o GM do Pittsbugh Penguins e uma das figuras mais citadas durante qualquer período de trocas da NHL, principalmente por não medir esforços quando o assunto é reforçar a equipe!

Seu contato com o hóquei se deu desde muito novo, seu pai, Fred Shero foi jogador do New York Rangers e posterior treinador do Flyers e do Rangers. Mesmo tendo pouco contato com a família, Fred incentivou a paixão do filho por hóquei e logo estava o até então menino, Ray Shero, jogando em times amadores...

Enquanto seu pai se sagrava como técnico conquistando duas Stanley Cups pelo Philadelphia Flyers e ganhando diversos prêmios como treinador, Ray começava a despontar para o hóquei como center e em 1980 fazia sua estreia pelo St.Lawrence University Skating Saints (equipe universitária amadora de hóquei no gelo).

Com algumas boas apresentações, Ray Shero ganhou o posto de capitão da equipe e em 1982 chamou a atenção do Los Angeles Kings que acabou por draftar o até então jovem jogador como 216º overall. A posição na qual foi escolhido já revelava que seu futuro estaria nas ligas menores...
E assim, Ray Shero jogou até 1985 em times afiliados do Kings, e enfim decidiu abandonar a carreira de jogador sem ter feito um único jogo na NHL.

Após a desistência no meio profissional, Ray tinha todas as condições para desistir de seguir carreira no hóquei.
Como jogador nunca conseguiria estar em meio aos melhores, e a carreira de técnico não o agradava. Mas por outro lado a paixão pelo esporte continuava viva e a esperança de algum dia ser conhecido mundialmente no esporte ainda eram pretensões.

A solução começou a ser encontrada em 1993, três anos após a morte de seu pai. Ray Shero passou a ser GM assistente do Ottawa Senators e trabalhou na função até 1998 quando foi para o até então estreante na liga, Nashville Predators trabalhar na mesma função.
O período passado em Ottawa e em Nashville fizeram com que Ray Shero despontasse na carreira administrativa, mas ainda o faltava uma "prova de fogo", algum time que realmente fizesse com que seu nome fosse conhecido por todos na NHL.

É nesse contexto que surge o Pittsburgh Penguins, franquia que vivia momentos ruins, mas tinha jovens talentos e buscava se reerguer no cenário norte-americano e mundial.
Após a retirada de Craig Patrick o cargo de GM dos Pens ficou livre, e o contratado para assumir a função foi justamente Ray Shero...
A partir de sua entrada, os resultados começaram a surpreender e agradar a todos os torcedores e também aos donos do Penguins. Algumas boas contratações e uma excelente visão no draft o fizeram se consolidar no posto de general manager.

Seu estilo "ousado" nas contratações combinaram com a ascendência do time e os cofres cheios contribuíram para seu desenvolvimento no setor administrativo.
Sua primeira grande medida a nível internacional foi a troca que trouxe até os Pens os wingers Marian Hossa e Pascal Dupuis, que jogavam no Atlanta Trashers.
Em seguida os reflexos de seu trabalho foram vistos no vice-campeoanto da Stanley Cup em 2008, e no posterior tricampeonato da franquia em 2009 (na ocasião, Ray Shero foi criticado por ter nomeado Dan Bylsma como técnico do Penguins durante o meio da temporada regular).
Já em 2013, chocou os cofres e adquiriu todos os olhares da liga ao contratar Jarome Iginla e Brenden Morrow, ambos capitães de suas ex-franquias e jogadores da seleção canadense.

Atualmente continua trabalhando no Pittsburgh Penguins e é considerado um dos melhores GMs da NHL, sendo também cotado como melhor manager da história do Penguins!
Enquanto seu pai deu duas copas aos laranjas, podemos dizer que Ray foi um dos principais responsáveis por nosso terceiro título e também pela ótima fase que vivemos no momento... Como já diz o ditado, "In Shero we trust" (em Shero nós confiamos/acreditamos)!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Personalidades #1 - Mike Lange


Mike Lange é um jornalista e narrador esportivo americano nascido em Sacramento, na Califórnia. Atualmente é considerado um dos maiores ícones do Penguins fora do gelo, e um fato curioso é que ele nunca patinou por nenhum jogo profissional pela equipe e está no hall da fama!
Lange completou 65 anos no último dia 3 de Março e mesmo com sua idade avançada, provavelmente o teremos por mais muitos anos sendo o narrador oficial da rádio dos Pens.

Quem nunca ouviu a sua célebre frase "He shoots and he scores"?! O bordão, que traduzido ao português seria algo como "ele dispara e ele marca/pontua" virou a marca registrada do narrador.
Entre os grandes jogadores que tiveram a oportunidade de ouvir seu nome vinculado a frase, podemos citar Mario Lemieux, Sidney Crosby, Egveni Malkin, Ulf Samuelsson entre muitos outros...

Mas, a história de Lange e do Penguins começou a se misturar em 1974, quando o narrador foi pela primeira vez convidado a trabalhar para a franquia. Na ocasião, Mike ficou apenas uma temporada nos Pens devido a falta de uma garantia de trabalho em decorrência da má fase da equipe que poderia até mesmo levar o Penguins a falência.

Quis o destino que um dia ele voltasse... Em 1976 a volta de Lange aos Pens significou muito a equipe. Sem nenhum grande jogador no gelo, restou aos poucos torcedores se apegarem a figura de Mike que passou a ser um "amuleto" nas transmissões do time.
Nesse período, ele ficou conhecido como "a voz do Penguins" e narrava quase que com monopólio as partidas. Naquela época nenhuma emissora tinha grande interesse em acompanhar a franquia de Pittsburgh que não era nem de longe uma grande equipe no cenário do hóquei norte-americano.

Em 1991, tanto quanto em 1992 os primeiros títulos dos Pens tiveram a marca da narração de Mike Lange. Aliás, ele foi um dos poucos que presenciou o surgimento de Lemieux e Jagr e ainda por cima acompanhou a consolidação dos mesmos na equipe.
Em um dos momentos mais marcantes da história de suas narrações, Lange se exaltou ao comemorar na cabine a segunda Stanley Cup dos Pens, vencida contra o Blackhawks. Ali todos já sabiam, a "voz do Penguins" além de marcante, também trazia sorte a equipe...

Porém, em 2006 quando o hóquei estava fragilizado no cenário norte-americano e o Penguins não estava vivendo um bom momento, a ROOT Sports (na época, Fox Sports Pittsburgh) decidiu não continuar com Mike Lange para os planos de narração dos jogos do Penguins... Em seu lugar veio a nada popular e simpático, Paul Steigerwald que assumiu sua impossibilidade de substituir Lange quando disse a seguinte frase: "Não vou tentar substitui-lo. Eu acho que ele é insubstituível".
No começo do período de Steigerwald, os Pens viveram um de seus piores momentos dentro do gelo e fora dele também. Novas ameaças de falência e antipatia dos torcedores as transmissões fizeram com que a franquia aos poucos fosse ficando abandonada em meio aos gigantes Pirates (MLB) e Steelers (NFL) que atraiam toda a atenção dos torcedores da cidade.

De qualquer forma, a ROOT Sports perdeu um grande gênio da narração e um grande símbolo do Penguins... Mas, a rádio oficial da equipe não iria deixar que Mike Lange ficasse longe da franquia pela qual ele trabalhou e viveu durante longos anos.
Em agosto de 2006, foi anunciado que Lange iria ser o narrador oficial da rádio dos Pens ao lado do comentarista e ex-jogador Phill Bourque. A dupla logo fez muito sucesso e cativou muitos ouvintes em diversos lugares do mundo.
O bom momento do Penguins vivido a partir desse momento também contribuiu para que Lange continuasse com seu trabalho, em 2009 a terceira Stanley Cup da franquia também foi narrada por sua voz, dessa vez, sobre o Red Wings no jogo 7.

Atualmente Mike Lange continua exercendo sua função de narrador nas transmissões da rádio oficial da franquia! A temporada 2012-2013 marca sua trigésima sexta a frente do microfone trazendo informações aos torcedores do Penguins...
Ele e Steigerwald continuaram amigos (já eram antes da saída de Lange da ROOT Sports) e chegaram a trabalhar juntos em algumas ocasiões...

É de se respeitar ou não um homem que foi a voz de nossas 3 Stanley Cups? Parabéns ao Mike Lange, e que ele continue narrando os jogos dos Pens por muito tempo! Espero ouvir mais uma vez em sua voz: "The Pittsburgh Penguins have won the Stanley Cup".

Personalidades - Introdução


E ai pinguins, preparados para mais uma série? Como as segundas feiras tendem a ser dias muito chatos e cansativos, que tal dar uma animada e lançar uma postagem nova a cada segunda?
É com essa proposta que venho apresentar a vocês a nova série que estou lançando para não deixar o blog monótono e pragmático, nela contarei um pouco da história de nomes que cercam a história do Pittsburgh Penguins, sejam eles dentro ou fora do gelo...

Vamos a lista dos escolhidos? Lembrando a todos que qualquer um poderá sugerir novos nomes para integrarem a lista, é só deixa-los nos comentários abaixo!

15/04 - Mike Lange.
22/04 - Ray Shero.
29/04 - Mario Lemieux.
06/05 - Michel Brière.
13/05 - Sidney Crosby.
20/05 - Iceburgh (esse será somente um complemento a postagem feita pelo PensFanatics sobre o mesmo tema).
27/05 - Dave Molinari.
03/06 - Dan Bylsma.
10/06 - Bob Johnson.
17/06 - Scotty Bowman

Caso alguma postagem atrasar, ela será escrita no dia seguinte ao descrito acima! Prometo a todos que farei o máximo de esforço para que não ocorram atrasos.
Caso tiverem alguma dica, podem colocar nos comentários... Lembre-se que os nomes devem ser históricos para a equipe, não vale citar os perdidos, para eles já existe a série do PensFanatics!