TRICAMPEÃO DA STANLEY CUP! LET'S GO PENS!

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Especial Pittsburgh #6 - As tradições de Pittsburgh


A cidade de Pittsburgh carrega junto a sua história uma série de tradições que contribuem para que a cidade nunca perca sua identidade. Apesar da grande modernização sofrida a partir da década de 70, alguns costumes típicos dos moradores locais fizeram com que surgissem na cidade expressões e atos que passaram a se tornar rotineiros.

Como Pittsburgh é uma cidade muito esportiva, muitas dessas tradições tiveram início por parte de torcedores das franquias locais. Rapidamente esses costumes se difundiram e hoje fazem parte de todas as grandes ligas norte-americanas.
Além das heranças esportivas, a cidade do aço também tem outras peculiaridades que se espalharam pelos Estados Unidos. Que tal conhecer algumas delas?

As tradições de Pittsburgh

Terrible Towel: Uma tradição que atualmente faz parte de todas as grandes ligas norte-americanas teve origem em Pittsburgh! Mas afinal, o que é a Terrible Towel?
É o simples ato de girar "toalhas durante" o jogo... Seja antes da partida começar, durante o jogo, em um ponto feito pela equipe ou até mesmo ao fim caso o time seja da casa seja o vencedor.
A tradição começou com o Pittsburgh Steelers. Os torcedores da franquia da NFL giravam toalhas amarelas durante as partidas e o narrador Myron Cope foi o responsável por dar nome à prática.
Conforme o tempo passou, a Terrible Towel tornou-se símbolo das franquias de Pittsburgh e rapidamente passou a ser incorporada por equipes de outras cidades. Atualmente são inúmeros os times cujos torcedores realizam a prática.


"Da Burgh": Esta expressão nasceu da abreviação de "The Pittsburgh". Ela passou a ser comumente usada por pessoas nascidas na cidade para demonstrarem seu orgulho e sua maneira típica de apelidarem o local.
Atualmente é muito comum ouvir até mesmo em transmissões esportivas os narradores chamarem a cidade de "Burgh" e utilizarem a expressão "In da Burgh" para referirem-se as partidas em Pittsburgh ou até mesmo ao fato da cidade ser considerada o lar das franquias mais campeãs da história dos esportes americanos.


Primanti Brothers Sandwich: Pão italiano, carne grelhada, salada de repolho com molho especial, tomate e batatas fritas. Para muitos, é a tipica descrição de um sanduíche normal, mas para os moradores de Pittsburgh existe algo muito especial nesse lanche, principalmente se ele for feito na lanchonete Primanti Brothers.
O sanduíche virou a comida típica da cidade e o sucesso do empreendimento dos irmãos Primanti fez com que os lanches passassem a serem vendidos nos principais locais esportivos da cidade (Heinz Field, PNC Park e Consol Energy Center). Atualmente é uma tradição dos torcedores comerem um Primanti Brothers Sandwich enquanto esperam pelo inicio dos jogos das equipes de Pittsburgh.
A rede de lanches ficou tão conhecida que já abriu lojas na Flórida e estuda-se a possibilidade de uma filial ser colocada em Nova Iorque.


Referências ao ex-senador John Heinz: Em Pittsburgh é muito comum ver obras, ruas e fundações que levam o nome de John Heinz. O ex-senador americano nascido na cidade do aço teve uma grande importância política para o oeste da Pensilvânia e investiu boa parte de seu dinheiro em melhorias culturais para a cidade de Pittsburgh.
Em homenagem a John existe também uma fundação filantrópica de grande reconhecimento mundial que leva o nome do ex-senador. Curiosamente, o nome do Heinz Field (estádio do Steelers) não tem nada haver com esta tradição e sim com a marca de maionese que também se chama Heinz.


Referências ao empresário e filantropo Andrew Carnegie: Assim como John Heinz é reconhecido, Andrew Carnegie também recebeu diversas homenagens dos moradores de Pittsburgh. A utilização de seu nome em museus e sociedades filantrópicas tornou-se uma tradição dos moradores da cidade do aço...
Atualmente existem 3 museus que carregam seu nome, além de diversos grupos ligados a questões sociais que tem em Andrew Carnegie um exemplo de cidadão.



Preto, amarelo e dourado: Essas três cores são costumeiramente associadas à Pittsburgh, e não é por acaso!! Além da bandeira, as três principais times da cidade tem seus uniformes contendo essas cores desde a década de 80.
A simpatia pela combinação de preto, amarelo e dourado é tanta, que os moradores chegaram à pedir que a Univerisdade de Pittsburgh também adota-se estas cores para sua agremiação esportiva, o Panthers... Infelizmente o pedido não foi atendido.


Golden Triangle: O "triângulo dourado" é uma representação do centro da cidade de Pittsburgh que também se faz presente em uma série de ocasiões. O próprio logo dos Pens tem ao fundo a marca registrada da cidade...
O apelido pegou de tal maneira que muitos moradores de Pittsburgh recusam a chamar o centro da cidade de "Downtown" (expressão equilvalente em inglês) e se referem ao local somente como Golden Triangle! 
Estranho? Melhor não falar isso para um morador local.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Especial Pittsburgh #5 - Como os Pens conquistaram Pittsburgh?



Em 1967 a NHL decidiu expandir-se para aumentar seu mercado e visibilidade. Fora as seis equipes que já faziam parte da liga, outra meia dúzia de times foram inseridos no maior campeonato de hóquei no gelo do mundo.
Entre esses seis novos participantes estava o Pittsburgh Penguins, uma franquia que tinha como tarefa repetir o sucesso do Pittsburgh Hornets (AHL) e cativar a torcida local.

Mas, a recém nascida equipe teria que dividir as atenções com outras duas agremiações esportivas da cidade, o Steelers (NFL) e o Pirates (MLB). Conquistar torcedores tradicionalmente apaixonados pelo beisebol, e que a pouco tempo haviam começado a admirar o futebol americano, não seria tarefa fácil...

Quando os Pens ingressaram na liga, o Pirates já havia conquistado três World Series e o Steelers estava começando a apresentar melhoras. Em linhas gerais, o beisebol era um esporte consolidado em Pittsburgh e o futebol americano também caminhava para tal sucesso...
Enquanto isso, o hóquei profissional da NHL chegava como novidade aos moradores da "cidade do aço", que no começo simpatizaram com a nova equipe e passaram a apoia-la.

Passaram-se alguns anos e as franquias esportivas da cidade continuavam em franca ascensão. O Pirates conquistou seus últimos dois títulos de World Series (1971 e 1979) e o Steelers tornou-se uma grande potência do futebol americano, vencendo quatro vezes o Super Bowl (1974, 1975, 1978 e 1979). Mas e os Pens?


A equipe de hóquei no gelo foi a única que não conquistou títulos durante os anos 70, e para piorar quase foi relocada em decorrência de problemas financeiros.
Com duas equipes esportivas em alta, e uma em baixa, os torcedores locais de Pittsburgh abandonaram aos poucos os Pens. O time não correspondia a altura das expectativas criadas e não se tinha nem a certeza de quanto tempo o hóquei no gelo continuaria na "cidade do aço".
Enquanto o mercado local da NFL e da MLB cresciam embalados no sucesso de Steelers e Pirates, a NHL não agradava nem um pouco devido aos fracassos acumulados pelo Penguins.

A situação mudou somente em 1984 quando um jogador novato de grande badalação foi escolhido pelo Penguins no draft. Seu nome era Mario Lemieux, um jovem canadense que atuava como center e tinha uma habilidade inigualável... Ele era o único que poderia tirar os Pens do buraco e recuperar a credibilidade da franquia.
Neste mesmo período, o Steelers e o Pirates entravam em decadência. Era a grande chance do Penguins de conquistar os olhares dos torcedores locais e mostrar que a franquia de hóquei também era vitoriosa. Mas, faltava um título de expressão que confirmasse tal expectativa...

Sete anos após a chegada de Mario Lemieux, a primeira conquista do Penguins colocou fim ao status de ovelha negra da cidade. O título de expressão havia sido conquistado, e o interesse da torcida pelo Penguins também...
A primeira Stanley Cup da história dos Pens não serviu apenas para consagrar Lemieux como capitão, ela também foi fundamental para que o hóquei no gelo local fosse mais apreciado pelos moradores de Pittsburgh.

No ano seguinte o segundo título fez consolidou ainda mais a NHL na cidade do aço, e em 1993 uma derrota traumática para o Islanders fez com que Pittsburgh vivesse alguns dias de luto. O Penguins finalmente havia se tornado uma potência, assim como Steelers e Pirates

Infelizmente conforme o tempo passou uma série de problemas contribuíram para que aquela gloriosa equipe bicampeã da Stanley Cup aos poucos fosse se desmanchando. Ao longo do fim dos anos 90, o Penguins foi se tornando uma equipe fraca e o desinteresse da torcida voltou a aparecer.
As vitórias já eram raras, os problemas financeiros voltaram a tomar conta do ambiente e uma série de jogadores passaram a deixar a equipe. Os únicos remanescentes foram Jaromir Jagr e Mario Lemieux, mas o capitão vivia uma série de problemas de saúde e teve que se aposentar em 1997.

Tudo que havia sido conquistado foi perdido em pouco tempo, a torcida local voltou a abandonar os Pens e os problemas foram aumentando. Quatro anos após a aposentadoria de Lemieux, a franquia perdeu seu último grande jogador, o checo Jaromir Jagr que transferiu-se para o Capitals.
Um tombo financeiro fez com que pela segunda vez a equipe quase falisse, mas Mario Lemieux comprou a franquia e garantiu que o Penguins permaneceria em Pittsburgh.

O pesadelo dos Pens parecia longe de ter fim, e a única salvação seria uma reformulação geral. Para dar inicío ao processo, Mario Lemieux voltou atrás de sua aposentadoria e passou a liderar uma equipe fraca, mas que aos poucos ia melhorando conforme a nova gestão iniciava um processo de "renascimento". Porém isto não era suficiente para melhorar a classificação...
Ao menos as más colocações na tabela renderam boas escolhas no draft e duas novas promessas foram recrutadas, Evgeni Malkin e Marc-André Fleury.
A sorte também esteve ao lado do Penguins em 2005 quando Sidney Crosby acabou sendo recrutado na primeira escolha do draft, que foi conseguida após um sorteio.

Aos poucos o time ia se reerguendo e os moradores de Pittsburgh começaram a novamente prestar atenção nos movimentos ousados da franquia. O GM Ray Shero, homem de confiança dos diretores da franquia, realizava um bom trabalho que estava começando a apresentar resultados.
Lemieux decidiu aposentar-se de vez e Sidney Crosby assumiu a liderança da equipe, se tornando o capitão mais jovem dos Pens. Ao lado dele estavam outros jovens jogadores que desejavam por fim a pior época da história da franquia.

O grande trabalho que estava sendo feito deu seus primeiros frutos em 2008, ano em que o Penguins foi vice-campeão da liga e recuperou boa parte de seus torcedores. No ano seguinte veio a confirmação e consolidação da franquia com o tricampeonato da Stanley Cup, desta vez coroando uma nova geração.

Se não bastasse o título conquistado, a torcida também passou a ser tratada melhor por parte da diretoria, o que contribuiu para uma reconquista de espaço em Pittsburgh. Uma nova arena foi construída, uma série de programas de marketing foram feitos e o Winter Classic foi sediado na cidade do aço!

Em linhas gerais, a cidade de Pittsburgh passou a acolher melhor o Penguins devido a uma série de fatores, mas o nome que nome que responde a pergunta é apenas um: Mario Lemieux.

Essa postagem faz parte da série Especial Pittsburgh. Mais informações em: http://pittsburghpenguinsbrasil.blogspot.com.br/2013/06/especial-pittsburgh.html

terça-feira, 23 de julho de 2013

Especial Pittsburgh #4 - A rivalidade entre Pittsburgh e Filadélfia


São aproximadamente 491 quilômetros que separam geograficamente Pittsburgh da Filadélfia. Mas para os moradores destas cidades, a distância parece ser muito maior...
Cada um dos locais tem suas tradições, suas equipes de esportes, seus ídolos e seus vilões. Embora estejam tão perto, as duas cidades são completamente diferentes e isso acentua-se na medida em que cresce a rivalidade entre os moradores de ambas.

Para quem pensa que a rivalidade é apenas entre Penguins e Flyers, este post é extremamente esclarecedor. Até porque a Batalha da Pensilvânia é apenas mais um reflexo de uma disputa que começou há muito tempo.

Primeiramente, que tal contextualizar cada uma das cidades? Para melhor entendimento do nascimento desta rivalidade que se espalhou em diversas áreas diferentes é preciso conhecer um pouco de cada um dos locais...

APRESENTANDO PITTSBURGH E A FILADÉLFIA

Pittsburgh é uma cidade de médio porte localizada no interior da Pensilvânia. O crescimento do local deu-se durante o período da segunda revolução industrial principalmente devido a alta produção de aço e vidro.
Por ter sido uma das cidades de maior destaque no momento de maior crescimento econômico dos Estados Unidos, Pittsburgh atraiu diversos moradores e investidores e deixou de ser somente mais uma cidade interiorana para se tornar um dos locais de maior importância da América do Norte.

A Filadélfia é a maior cidade do estado da Pensilvânia e apresenta grande porte. Surgiu no inicio da colonização inglesa e foi um importante local de reuniões entre americanos que desejavam a independência, que posteriormente foi concretizada.
É a quinta maior cidade dos Estados Unidos e sempre foi considerada um local propício para investimentos em diferentes setores.


POR QUE EXISTE A RIVALIDADE?

Para entender melhor a rivalidade é preciso fazer um exercício de pensamento... Com exceção da Califórnia e da Flórida, qual outro estado americano tem 2 cidades que se equivalem em grande importância?

A Pensilvânia é um dos poucos casos em que existem dois polos de pensamentos diferentes e de mesma expressão no mesmo estado! No oeste temos Pittsburgh que traz consigo elementos culturais interioranos e oriundos de uma população antigamente operária, e no leste existe a Filadélfia com uma cultura tipicamente politizada e patriota de longa data.

São duas cidades muito próximas com uma influência muito grande, investimentos muito grandes e culturas típicas. As diferenças entre elas combinadas com a proximidade geográfica faz com que nasça um sentimento de superioridade de uma sobre outra. Afinal qual é a cidade de maior importância do estado? Qual o melhor local para se morar na Pensilvânia? Para os moradores de Pittsburgh certamente não é a Filadélfia, e vice-versa...

Em resumo, a rivalidade existe pois as duas cidades estão localizadas no mesmo estado e são de igual importância e influência, o que faz com que cresça um sentimento de disputa entre os moradores de ambas sobre qual é a dominante no local.

REFLEXOS DA RIVALIDADE

Os reflexos da rivalidade são inúmeros. Em diversas áreas pode-se observar a disputa entre as duas cidades e algumas delas são tão corriqueiras que já viraram parte do dia-a-dia dos moradores de ambos os locais.

Começando pelo mais comum e corriqueiro, os esportes. Com exceção da NFL, em que as equipes de cada um dos locais não protagonizam uma rivalidade, nas outras 2 ligas em que ambas as cidades tem equipes a disputa entre Pittsburgh e Filadélfia está presente!
O Pittsburgh Pirates tem desafetos com o Yankees e o com o Cardinals na MLB, mas é unânime a equipe mais odiada entre os torcedores... O Philadelphia Phillies. Mesmo que ambas as franquias não estejam nem na mesma divisão e se encontrem poucas vezes ao longo do ano.
No hóquei a rivalidade fica até mais explicita! Pittsburgh Penguins e Philadelphia Flyers são rivais de longa data, estão na mesma divisão, se encontraram diversas vezes nos playoffs e protagonizam a chamada "Batalha da Pensilvânia".

No ramo universitário também a disputa está presente. Existe uma grande rivalidade entre as duas principais universidades de cada cidade...
Os alunos da Penn State (universidade estadual da Pensilvânia cujo principal campus fica na Filadélfia) são categóricos em afirmar que não gostam dos alunos da Universidade de Pittsburgh. A recíproca também é verdadeira e as diferenças só são resolvidas em jogos entre ambas as universidades em campeonatos da NCAA.

Um outro reflexo curioso da rivalidade é no ramo musical. Pittsburgh é conhecida por ser a "casa" de diversas bandas de Indie Rock, e a Filadélfia também tem grandes artistas neste gênero musical.
O que foi percebido pelas lojas de vendas de discos é que as bandas famosas que adotaram como lar a cidade de Pittsburgh tem vendas pífias na Filadélfia, e vice versa...
Os moradores tendem a valorizar mais as produções locais e por vezes chegam a deixar de lado a qualidade. É como se algo vindo da cidade rival não pudesse ser bom!

Na culinária, a cidade de Pittsburgh tem como marca registrada o sanduíche com repolho da lanchonete Primanti Brothers. Já a Filadélfia adotou como comida típica o lanche popularmente conhecido como Cheesesteak.
O resultado é que mesmo sendo duas refeições saborosas, não se vendem Cheesesteaks em Pittsburgh e nem Primanti Brothers Sandwiches na Filadélfia, simplesmente pois os moradores não apreciam tais pratos pelo fato de serem marcas registradas da cidade rival.

Por fim, mesmo separadas por míseros 491 quilômetros, há quem diga que a diferença no sotaque de um morador de Pittsburgh e de um morador da Filadélfia é algo extremamente perceptível.
Enquanto os interioranos são taxados de falarem muito arrastado, os moradores da maior cidade do estado são criticados por terem uma pronúncia muito semelhante ao inglês britânico.

Essa postagem faz parte da série Especial Pittsburgh. Mais informações em: http://pittsburghpenguinsbrasil.blogspot.com.br/2013/06/especial-pittsburgh.html

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Especial Pittsburgh #3 - Consol Energy Center

File:PensArena.jpg

Inaugurada no dia 1º de agosto de 2010, a Consol Energy center é a atual casa do Pittsburgh Penguins (NHL) e do Pittsburgh Power (AFL). Com apenas 3 anos de idade, a CEC é considerada uma das arenas mais modernas dos Estados Unidos e é constantemente procurada para eventos extra-esportivos, tais como shows, concertos e exposições.

A arena foi a primeira que obteve o certificado ambiental e opera sem causar danos ao meio ambiente, o que lhe rendeu uma série de prêmios ecológicos em relação ao exemplo que passou a ser seguido por diversas outras arenas indoors nos Estados Unidos.

HISTÓRIA

Os Pens desde sua fundação em 1967 sempre tiveram como casa a Mellon Arena. Conforme o tempo se passou a arena foi perdendo seu antigo glamour e se tornando pequena, velha e desaconchegante. Todos os grandes times estavam construindo novas casas, mas o Penguins ainda mandava seus jogos na "ultrapassada" Mellon Arena.

Em 1999 a história dos Pens com a Mellon Arena começa a entrar nos "últimos capítulos". A franquia foi comprada por Mario Lemieux e os ideais de renovação trazidos com a nova administração começaram a surtir efeito no pensamento de se construir uma nova arena com maior capacidade, maior modernidade e mais aconchegante ao público.
Ainda acima de tudo isso, o Penguins vivia um mau momento e precisava de atrativos maiores para atrair torcedores. Caso a franquia continuasse na situação que estava, certamente seria relocada ou entraria em falência!

O laudo de permissão foi conseguido após muitas negociações e foi então que o primeiro passo para a construção de uma nova casa foi dado: Obter o dinheiro necessário para iniciar as obras!
A franquia conseguiu uma licença para comprar máquinas caça-níqueis e fazer acordos com cassinos para a construção da nova arena. Após uma série de tentativas e problemas com diversas outras empresas, o cassino Majestic Star fez um acordo em que financiaria parte das obras, mas o próprio cassino acabou enfrentando problemas financeiros e não ajudou na medida que se esperava.

Tendo visto que a associação com o cassino não ia bem, os Pens decidiram fazer um novo acordo, desta vez com um grupo hoteleiro que contribuiria financeiramente em troca de obter um laudo que permitisse a construção de um hotel nos arredores da arena.
O acordo foi feito e então as obras da Consol Energy Center entraram em uma fase de grande avanço. O hotel em questão foi feito e atualmente recebe o nome de Cambria Suites!

Conforme as obras entravam em constante avanço, o nome da arena ainda era uma incógnita. Mas, o grupo de carvão e gás Consol Energy comprou os direitos e passou a deter posse da nomenclatura da nova casa do Penguins...

Com os financiamentos feitos, a construtora escolhida (ICON) e diversos patrocinadores, a arena foi rapidamente construída e inaugurada no dia 1° de agosto de 2010. O Penguins mandou seu primeiro jogo na nova casa no dia 22 de setembro do mesmo ano, e venceu por 5 a 1 o Detroit Red Wings em uma partida de pré-temporada.


ATUALIDADE

Atualmente a CEC é uma das arenas mais modernas da NHL e foi a primeira a receber certificação ambiental! Além do Penguins, o Pittsburgh Power da AFL e o Pittsburgh Panthers da NCAA Basketball também realizam seus jogos no local.
Por ser uma construção multiuso, em um período de 24 horas a arena pode se tornar de basquete, hóquei ou até mesmo futebol americano indoor! Fora as opções esportivas, também é possível prepara-la para shows e concertos de médio porte.

Dentro da Consol Energy Center se encontra a maior loja oficial do Penguins, a PensGear! Neste local é possível comprar jerseys customizadas, camisetas, agasalhos, bonés, gorros, acessórios e muitas outras coisas...
Além da loja, algumas opções de alimentação também estão presentes. Diversos stands que vendem petiscos podem ser encontrados ao longo dos corredores que dão acesso as cadeiras.

Do lado de fora é possível observar a "Le Magnifique", uma estátua de Mario Lemieux em um de seus lances emblemáticos, ocorrido em 20 de dezembro de 1998 quando o jogador passou por dois marcadores do Islanders e fez um lindo gol na Mellon Arena.

RECORDES E CAPACIDADES

Autor do primeiro gol: Mike Comrie (Penguins).
Autor do primeiro gol na NHL: Daniel Briere (Flyers).
Capacidade para jogos do Penguins: 18.387.
Capacidade para demais eventos: Em torno de 19.000 para shows e 17.000 para eventos esportivos diversos.
Recorde de público em um jogo do Penguins: 18.659 (17/03/2013 - Penguins 2 @ 1 Bruins).

terça-feira, 9 de julho de 2013

Especial Pittsburgh #2 - A cidade do aço


Pittsburgh é uma cidade localizada no estado americano da Pensilvânia que foi fundada oficialmente no dia 14 de setembro de 1758. Seu grande crescimento deu-se principalmente no período de industrialização americana... A cidade recebeu o apelido de "cidade do aço" pois era o lar da maioria de siderúrgicas dos EUA.

São aproximadamente 305.704 habitantes morando na cidade, o que a caracteriza como segunda mais populosa do estado atrás apenas da capital Filadélfia. Mas, no início dos anos 60, Pittsburgh era o polo industrial mais importante do leste americano registrando uma população operária de aproximadamente 670 mil habitantes.

 HISTÓRIA

A consolidação de Pittsburgh no cenário americano deu-se a partir do início do século XIX, com a crescente corrida industrial entre países europeus e o Estados Unidos. A até então o local era uma vila e tinha todos os pré-requisitos para tornar-se grande devido a sua localização e matéria prima abundante para as fábricas.
O processo de industrialização não demorou à acontecer e rapidamente Pittsburgh passou a ser considerada uma cidade cujo crescimento superava as expectativas iniciais.

A crescente industrial fez com que diversos empresários passassem a investir em Pittsburgh e uma série de  inovações tecnológicas passaram a ter inicio nas fábricas locais. Ferrovias e sistemas de navegação começaram a integrar o novo polo industrial americano as demais cidades já consolidadas no país.

Durante a guerra de secessão a cidade viveu seus melhores momentos na era industrial. O exército americano necessitava de reabastecimento bélico e Pittsburgh foi uma das cidades que mais intensamente contribuiu para o armamento e posterior vitória dos soldados da união que defendiam os princípios do até então presidente Lincoln.
Além da intensificação da produção nas fábricas, a guerra trouxe outros benefícios como ferrovias de alto nível e mão-de-obra operária.

Já consolidada como polo siderúrgico, Pittsburgh passou a administrar seu sucesso e continuou crescendo a ponto de se tornar a segunda maior cidade do estado. Posto que detém até os dias de hoje!
A produção de aço e vidro do país devia-se principalmente as indústrias locais e cada vez mais a cidade passava a se tornar essencial para manter os Estados Unidos na disputa industrial contra potências europeias.

A Primeira Guerra mundial contribuiu ainda mais para o crescimento e a cidade passou a crescer fora de controle. Sem nenhum planejamento urbano previsto e muitos operários necessitando de moradias, surgiram diversas vizinhanças de médio porte que, embora modernizadas, existem até os dias de hoje.
Os resultados desse processo de expansão desonerada ainda não era algo preocupante. Os dias de ouro de Pittsburgh faziam tudo parecer perfeitamente aceitável...

A crise econômica americana iniciada historicamente em 1929 (marcada pela quebra da bolsa de Nova Iorque) foi a única maneira de interromper tamanho crescimento industrial. A cidade que até então era o polo siderúrgico do país perdeu sua credibilidade e diversos trabalhadores passaram a tornar-se desempregados por falência de uma série de fábricas.
Aliado a crise, os altos níveis de poluição que renderam o apelido de cidade enfumaçada para Pittsburgh também contribuiriam para a decadência do local. A qualidade do ar era considerada a pior de toda a América!

Em meio a uma série de problemas o restabelecimento se deu a partir da Segunda Guerra Mundial quando as cidades industriais passaram a ter novamente importância na medida em que o exército americano se envolvia nos combates.
Apesar de uma aparente ressurgência, o curto período não foi o suficiente para recolocar a cidade entre as mais importantes dos Estados Unidos e ao fim do período de conflitos Pittsburgh voltou a apresentar os antigos problemas ligados a poluição e urbanização desordenada.

A credibilidade da cidade estava em baixa. Os altos níveis de poluição causavam problemas respiratórios graves e a qualidade de vida ficava cada vez menor em decorrência destas doenças facilmente adquiridas ao viver na cidade.
A urbanização desordenada também fez com que muitas pessoas deixassem Pittsburgh e se mudassem para outras regiões. Na cidade faltavam acomodações para a grande população e com isso o preço dos imóveis cresceu absurdamente. Quem não tinha dinheiro teve que se mudar para algum local economicamente viável e com isso diversos operários migraram para outros estados.

Em meio a todos esses problemas, a indústria também parou de gerar grandes frutos uma vez que o aço passou a ser substituído e as grandes fábricas de vidro mudaram-se para outros locais cuja mão-de-obra era mais facilmente obtida.
Os dias de ouro haviam chegado ao fim e as expectativas sobre o decorrer histórico da cidade eram as piores possíveis. Chegaram a surgir rumores de que Pittsburgh voltaria aos poucos a se tornar a vila que era antigamente...

Nada disso aconteceu e por sorte a cidade recuperou-se da decadência e caminhou em passos largos para firmar-se novamente como uma cidade importante!
O primeiro passo foi superar os antigos problemas oriundos do processo falho de urbanização e dos altos níveis de poluição. Diversas leis foram criadas visando diminuir o nível de toxinas no ar, retirar as indústrias remanescentes do centro da cidade e despoluir os principais rios que banhavam Pittsburgh.
Esse conjunto de mudanças recebeu o nome de 1ª Renascença, ou Renascença 1.

Os problemas foram rapidamente resolvidos e com as melhorias urbanas a cidade voltou a chamar a atenção do mercado americano. Centros de alta tecnologia (principalmente robótica) e laboratórios de avanços medicinais tomaram o lugar das siderúrgicas e oficializaram o fim da "era do aço".
Pittsburgh já não era mais uma cidade poluída, mas ainda restavam alguns empecilhos que precisavam de resolução.

Para dar fim de vez aos problemas, a 2ª Renascença (ou Renascença 2) proporcionou aos moradores um projeto ousado, mas que deu resultados e acabou melhorando ainda mais a qualidade de vida da cidade!
O trânsito foi o alvo das mudanças e uma série de pontes e túneis foram construídos para melhorar a integração entre as zonas da cidade e aumentar a possibilidade de caminhos. Além disso, o transporte público recebeu diversas melhorias e se tornou um dos mais modernos dos EUA!

Ao fim das duas Renascenças, Pittsburgh estava com uma cara nova. A cidade obteve diversos novos prismas de vista... As melhorias urbanas, as leis anti-poluição, o sistema público de transportes e até mesmo os times esportivos que faziam muito sucesso foram responsáveis pela reinserção da cidade entre as maiores do país!

Desde então, a cidade tem traçado seu caminho e aos poucos cresce no ranking de melhores locais para se morar. Atualmente muitos especialistas afirmam que Pittsburgh é a 4ª melhor cidade americana para viver (atrás de Chicago, San Francisco e Boston). Os critérios levados em conta são o índice de criminalidade, a poluição do local, o planejamento urbano e as opções sociais dos moradores!

Quer saber o paralelo esportivo da história de Pittsburgh? Clique aqui!

PITTSBURGH NA ATUALIDADE

Atualmente a cidade-do-aço não é mais um polo industrial americano. As fábricas de multinacionais foram em sua grande maioria deslocadas no fim da década de 60, e muitas delas migraram para a região central dos EUA ou para outros países próximos.
Mas, engana-se quem pensa que a função urbana da cidade não foi substituída! Pittsburgh tornou-se um importante centro em robótica e medicina. A cidade é famosa por pesquisas revolucionárias na área medicinal, principalmente envolvendo pediatria e hepatologia.

Atualmente são registrados 305.704 moradores na cidade, número alto se tratando de uma cidade de médio porte que não é capital de seu estado.
Destes 305.704, estimasse que aproximadamente 86.000 acompanham regularmente alguma das franquias esportivas da cidade, sendo que muitos deles tem pacotes de temporada.

Como centro educacional, Pittsburgh abriga duas das maiores universidades americanas, a Universidade de Pittsburgh (Pitt) e a Universidade Estadual da Pensilvânia (Penn State). Ambas são muito bem conceituadas em diversas áreas do ensino superior.
Uma das equipes universitárias de maior visibilidade é da Universidade de Pittsburgh! O Panthers é uma agremiação esportiva que disputa uma série de modalidades da NCAA e tem destaque no beisebol, futebol americano e basquete.

Cultura e lazer também são outras qualidades que não falta a cidade! Pittsburgh tem diversos museus e opções de lazer, tais quais já foram detalhadas na primeira postagem desse especial (acesso clicando aqui).

A cidade do aço foi considerada uma das melhores para se morar no mundo! A qualidade vida é excelente, os únicos problemas são relacionados ao clima temperado que sofre constantes mudanças durante as estações do ano (algo típico do norte americano).

Está postagem faz parte da série Especial Pittsburgh. Mais informações em: http://pittsburghpenguinsbrasil.blogspot.com.br/2013/06/especial-pittsburgh.html

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Especial Pittsburgh #1 - Viajando para Pittsburgh.


A viagem para Pittsburgh é cara e assistir o Penguins na Consol Energy Center morando no Brasil não é algo simples. Uma ida para a Pensilvânia requer planejamento, disponibilidade de tempo e dinheiro.

Mas, suponhamos que você tenha decidido assistir um jogo dos Pens e esteja se planejando para visitar a "cidade do aço". O que pode ser feito em Pittsburgh além de assistir aos jogos da NHL? Como chegarei até a arena? Onde posso dormir e me alimentar?
A postagem de hoje é sobre as opções de lazer, estadia, cultura, mobilidade e alimentação da cidade que é a sede dos Pens.

LAZER

Consol Energy Center: A mais óbvia de todas as opções de lazer, a CEC é uma das arenas mais modernas da Pensilvânia e recebe os jogos do Pittsburgh Penguins (NHL) e do Pittsburgh Power (AFL). Além dos jogos esportivos, a Consol Energy Center também recebe diversos concertos e shows de bandas famosas.

PNC Park: O estádio de beisebol construído em 2001 é a atual casa do Pittsburgh Pirates (MLB). A franquia não vive seu melhor momento, mas uma visita ao estádio é uma boa opção de lazer principalmente pelas tradições históricas e boas partidas que constantemente são jogadas. Para os com mais sorte existe a possibilidade de conseguir adquirir uma bola rebatida em um home run...

Heinz Field: A casa do Pittsburgh Steelers é sem dúvidas um dos locais mais visitados da cidade! Inaugurado em 2001, o moderno estádio foi palco de confrontos históricos da NFL e eventos de grande porte, tal como shows e discursos políticos. Até o Penguins já jogou uma partida no Heinz Field quando Pittsburgh sediou o NHL Winter Classic.

Kennywood Amusement Park: Um dos parques de diversão mais antigos dos Estados Unidos, o Kennywood é uma ótima opção para lazer. Os brinquedos são um misto de atrações históricas e antigas, tal como a montanha russa Jack Rabbit, e modernas como a atração radical Black Widow. Embora o Kennywood não seja do mesmo nível dos parques da Disneyworld, Cedar Fair e Universal Stuidos, ele é uma boa pedida para quem procura uma atração diurna que possa trazer grandes emoções.


Conservatório e Jardim Botânico Phipps: Alguns dos jardins mais bonitos da Pensilvânia podem ser encontrados aqui! O Phipps pode ser visitado desde o ano de 1893 e embora velho, o espaço sofreu constantes mudanças e abriga uma variedade enorme de plantas e flores para admiradores de belezas naturais. O conservatório fica localizado no Schenley Park.

Mount Washington: O monte que fica ao sul da cidade é muito conhecido por ser um dos melhores locais para obter uma visão panorâmica de Pittsburgh e realizar jantares românticos em restaurantes típicos! É desse ponto que são tiradas as famosas fotos usadas em cartões postais! Seu acesso pode ser obtido pelo Duquesene Incline ou pelo Monongahela Incline.

Schenley Park: Um dos lugares mais bonitos e agradáveis de Pittsburgh, o Schenley Park abriga uma grande variedade de beleza natural e construções antigas que foram preservadas. É neste parque que situa-se o Conservatório e Jardim Botânico Phipps.

Duquesne Incline: Que tal um passeio em um bonde inclinado histórico da cidade? O Duquesne Incline é uma boa pedida para quem quer ter um passeio tranquilo e tradicional de Pittsburgh.

Monongahela Incline: Desde 1870 em operação, o Monongahela Incline é outro bonde inclinado e histórico e assim como o Duquesne Incline ele também carrega junto à seus passeios muita história e uma opção incrível para amantes de passeios tranquilos.


Aviário Nacional: Os amantes de aves não podem perder a oportunidade de visitar um dos maiores aviários dos Estados Unidos! Contendo diferentes éspecies de diferentes locais do planeta, este aviário também traz opções de interação com os animais... Os visitantes podem dar comida para os Pinguins e apreciar o canto de vários pássaros.

Zoológico de Pittsburgh e PPG Aquário: Elefantes, girafas, leões, tigres e até mesmo ursos. Todos esses animais e muitos outros podem ser observados no zoológico de Pittsburgh! Mas, para os visitantes que preferirem os animais de vida aquática, o PPG aquário é uma melhor pedida para conhecer um pouco mais sobre peixes, tubarões e até mesmo ursos polares. Ambos são encontrados no mesmo lugar e paga-se apenas uma entrada para visitar as duas estruturas.

ScareHouse: Alguém ai gosta de se assustar e sentir uma incrível sensação de medo? Aos corajosos a recomendação é que visitem a Scarehouse! Durante os meses de setembro, outubro e novembro esta atração fica em Pittsburgh e traz consigo criaturas assustadoras como zombies, palhaços amaldiçoados e personagens da ficção americana, como Jason Voorhees e Freddy Krueger.

Sandcastle Waterpark: Durante o verão e a primavera o Sandcastle Waterpark traz uma boa opção de lazer para os fãs de parques de diversão aquáticos! Com diversos toboáguas radicais e atrações familiares, o parque é uma boa atração diurna nos períodos de calor.

Carson Street: A rua mais movimentada da cidade abriga diversos bares e é o local preferido para as comemorações de títulos das franquias locais! O local tem diversos pubs e casas de blues ao vivo, o que torna a Carson Street um local agradável para os apreciadores de música e bebidas.

Shadyside: Casas antigas que aparecem em filmes clássicos e uma vizinhança tipicamente americana. É assim que pode-se resumir a Shadyside, um local tradicional de Pittsburgh que se tornou um marco da cidade por resguardar construções antigas do período da segunda revolução industrial e consequente crescimento da cidade!

Roberto Clemente Brigde: Quem nunca viu a ponte amarela que estampa os cartões postais de Pittsburgh? A Roberto Clemente Brigde é uma atração imperdível e um ponto turístico da cidade! Além de linda, a ponte é muito útil para os amantes de esporte, pois é por ela que se obtêm acesso ao PNC Park e ao Heinz Field!

CULTURA

Museu Carnegie de História Natural: Um dos museus mais famosos de Pittsburgh, o Carnegie Museum of Natural History é constantemente associado a um de seus principais artefatos, uma réplica em tamanho real de um esqueleto Tiranossauro Rex. Mas, existem muitas outras atrações que merecerem a atenção dos visitantes, como réplicas de múmias e esqueletos de outras espécies de dinossauros.


Centro Carnegie de Ciências: Lar de vários experimentos sensacionais, o Carnegie Science Center é muito famosos por propiciar sensações únicas ao seus visitantes. Dentre várias atrações destacam-se os experimentos interativos e os centros avançados de robótica.

Museu Carnegie de Arte: O Carnegie Museum of Art é uma boa pedida para os apreciadores de artes visuais e de obras referentes a diferentes períodos da arte. São vários salões com obras de diversos artistas renomados em diferentes escolas artísticas.

Museu Andy Wahrol: O maior museu americano dedicado à um artista está em Pittsburgh! E o homenageado é o ícone do pop art, Andy Wahrol! No Andy Wahrol Museum a obra do artista está imortalizada. São diversos quadros e esculturas que podem ser observadas em todos os períodos do ano.

Museu das Crianças: Uma das melhores opções culturais familiares, o Children's Museum traz atrações educativas que fazem a alegria das crianças e dos pais! Pintura, leitura, jogos, teatro e até uma horta são as opções de diversão para os visitantes mirins que podem ou não estarem acompanhados de seus responsáveis.

Capela de Santo Antônio: Aos religiosos e fãs da cultura católica, a Saint Anthony's Chapel é uma boa pedida! Uma das capelas mais velhas e tradicionais da cidade contém diversos itens históricos referentes ao catolicismo e tem um ambiente único de harmonia para os visitantes.

Catedral of Learning: Um dos pontos culturais e históricos mais famosos da cidade, a "catedral da aprendizagem" se localiza na Universidade de Pittsburgh e é um dos exemplos clássicos de arquitetura gótica. Neste local é possível visitar os Nationality Rooms, um conjunto de 29 salas clássicas que referem-se a diferentes períodos históricos da aprendizagem humana.

Heinz History Center: O centro que homenageia o ex-senador americano John Heinz é lar de uma importante fundação filantrópica, além de conter diversos museus que referem-se a história de Heinz e da cidade de Pittsburgh. Neste centro o grande destaque é para o Museu de Esportes do Oeste da Pensilvânia, uma galeria que contém objetos históricos das grandes franquias de Pittsburgh e de outros times da região.

ESTADIA.

University Center: Um complexo hoteleiro próximo a Universidade de Pittsburgh que preza pelo conforto e lazer do hospedado. O preço é um pouco assustador, porém é uma boa escolha para aqueles que desejam ficar em local agradável e harmonioso.

Hampton Inn & Suites Pittsburgh Downtown: Uma opção de estadia muito próxima à Consol Energy Center, que apesar de cara, é considerada a melhor rede hoteleira da cidade! Aos visitantes que não se importarem com o alto preço, o Hampton disponibiliza quartos confortáveis e espaçosos em uma região que situa-se no coração de Pittsburgh.

Double Tree: Como todos os hotéis da rede Hilton, o Double Tree tem como suas principais características o luxo e alto preço. Localizado à 10 minutos do centro da cidade, o hotel é muito procurado por famosos que visitam Pittsburgh para realizar eventos.

Clarion Hotel: Próximo ao Heinz Field, o Clarion Hotel é a melhor pedida para os visitantes que desejam conforto com preço relativamente acessível! Além de sua ótima estadia, o Clarion também conta com um centro de conferências que é muito utilizado em congressos.

Sheraton Hotels & Resorts: Com muitas opções de lazer e conforto, o Sheraton tornou-se um dos principais hoteis do centro de Pittsburgh. É claro que devido à fama criada o preço do hotel subiu e atualmente o Sheraton é uma das opções mais caras de estadia. Mas, o custo é válido e recompensador, principalmente pelas inúmeras opções de lazer, como piscinas e até mesmo uma academia.

Westin Hotels & Resorts: Quer qualidade e um preço que não seja impagável? Que tal escolher uma estadia no Westin Hotels & Resorts e ficar praticamente ao lado da Consol Energy Center? O hotel é uma boa escolha para quem não quer perder tempo e deseja chegar rapidamente ao jogo!

Omni Hotels & Resorts: Muito luxo e preço alto! O Omni é um dos hotéis que mais se aproxima do padrão Double Tree no centro de Pittsburgh e atrai diversos visitantes que desejam relaxar com muito conforto e experiências únicas, como um spa e opções de refeição variadas.

Cambria Suites: Opção mais barata e mais próxima a Consol Energy Center, o Cambria Suites é um complexo de quartos com muito conforto e opções de lazer restritas. O foco das suítes é garantir um local de preço acessível que localize-se próximo ao centro da cidade... Aos fãs do Penguins que desejam ficar o mais perto possível da CEC, essa é a melhor escolha.

ALIMENTAÇÃO

Dish Osteria and Bar: Um dos locais de comida tradicional italiana mais famosos dos Estados Unidos, o Dish Osteria and Bar tem um cardápio diversificado de pratos tipicamente italianos que incluem algumas das melhores massas da cidade de Pittsburgh, ficando atrás apenas do Aiello's Pizza.


Primanti Brothers: O restaurante mais famoso de Pittsburgh é o lar do sanduíche tradicional da cidade, o Primanti Brothers Sandwich. A franquia de lanches mais famosa da Pensilvânia é conhecida por ser uma tradicional apoiadora das equipes esportivas locais disponibilizando por diversas vezes o espaço da lanchonete para exibição das partidas.



Mad Mex: A rede de restaurantes tradicionais mexicanos também pode ser encontrada em Pittsburgh! Os admiradores de nachos, tacos e burritos podem se deliciar com as iguarias tipicamente mexicanas ao visitar o Mad Mex.

Souper Bowl: Localizada perto da Consol Energy Center, a casa de sopas mais famosa de Pittsburgh é uma boa pedida para quem deseja jantar algo leve e que sacie a fome. São diversas opções de diferentes tipos sopas no cardápio.

Damons Grill and Sportsbar: O Damons é um dos pubs de maior número de visitas em Pittsburgh por estar localizado no centro da cidade. O cardápio é muito parecido com o de renomadas redes como Outback e Applebees.

Café Fifth Avenue: Sentiu saudade do café brasileiro? Uma visita ao Café Fifth Avenue pode amenizar a falta da iguaria nacional! Neste espaço é possível comer petiscos tipicamente americanos acompanhados de café brasileiro de primeira qualidade.

Hard Rock Café: A rede conhecida mundialmente também tem um restaurante na "cidade do aço"! O Hard Rock Café Pittsburgh traz o mesmo cardápio de suas outras franquias e localiza-se perto dos estádios de beisebol e futebol americano.

The Milkshake Factory: Diversos sabores de uma bebida tipicamente americana podem ser apreciados no The Milkshake Factory! A "Fábrica de Milshakes" é um dos locais mais famosos da cidade de Pittsburgh por abrigar um dos melhores milkshakes da Pensilvânia.


The Cheesecake Factory: Um dos restaurantes mais famosos da cidade pode ser visitado por quem deseja fazer refeições completas e por quem apenas quer comer algumas fatias de bolo. A especialidade do local são tortas e bolos, mas também se encontram pratos tipicamente americanos como lanches e cachorros quentes.

Aiello's Pizza: A melhor pizzaria de Pittsburgh ficou famosa durante o crescimento da cidade no começo do século XX. Desde então, a Aiello's Pizza é a maior vendedora de pizzas da cidade, mesmo tendo como adversária a Pizza Hut que chegou à Pittsburgh em meados da década de 90.

Sharp Edge Bistro: Aos românticos que sonham em visitar um bistrô à moda antiga, o Sharp Edge Bistro é o lugar perfeito para fazer uma refeição. Com elementos clássicos que remetem à antiguidade o local é constantemente visitado e premiado por degustadores de pratos especiais.


Dave and Andy's Homemade Ice Cream: Quem gosta de sorvete não pode perder a chance de estar nesta sorveteria típica e tradicional! O Dave and Andy's é um lugar discreto e pequeno que localiza-se em uma esquina da Atwood Street. Mas, se engana quem pensa que tamanho é documento... O sorvete caseiro deste lugar é tão famoso que visitantes do mundo inteiro vão à Pittsburgh para experimenta-lo.

MOBILIDADE

Táxis: Os Táxis em Pittsburgh são de cor amarela e podem ser encontrados em diversos pontos da cidade. O local mais fácil de acha-los é enfrente ao PNC Park em dia de jogos do Pittsburgh Pirates. O preço é variável, mas não é recomendável utiliza-los para longas distâncias ou locais de fácil acessibilidade por meio de transportes públicos.

Ônibus: O sistema de ônibus em Pittsburgh é muito eficiente! A cidade é considerada modelo em mobilidade e o transporte público pode ser utilizado sem maiores problemas. Apesar da facilidade para encontrar um ônibus é preciso ficar atento para os pontos de parada. É altamente recomendável que os visitantes da cidade utilizem-o.

Aluguel de carros: No aeroporto é possível encontrar algumas empresas que realizam aluguel de carros, porém não é recomendável visto que o preço é relativamente alto e o transporte público é de alta qualidade. Alugar um carro só trará benefícios caso o visitante deseje sair de Pittsburgh e visitar outras cidades do estado, como por exemplo a Filadélfia.


OBSERVAÇÕES FINAIS

Pittsburgh é uma cidade tradicional que se modernizou muito rapidamente. Embora atualmente seja um polo importante na área de saúde e robótica, a cidade ainda carrega algumas tradições que remetem a época industrial. É muito comum encontrar locais cujos nomes fazem referência ao carvão mineral e ao aço, além de personalidades importantes como John Heinz e Andrew Carnegie.
Embora Pittsburgh tenha diversas redes tipicamente americanas de alimentação e compras (McDonalds, Apple, Pizza Hut, Burger King, Microsoft), a cidade manteve suas casas típicas como os bares, sorveterias e restaurantes tradicionais que chegam à ter maiores lotações que os locais renomados.
A cidade do aço é uma grande opção de turismo para os amantes de cultura, esportes e para aqueles que desejam estar em um local modernizado que ao mesmo tempo manteve suas raízes.

Essa postagem faz parte da série Especial Pittsburgh. Mais informações em: http://pittsburghpenguinsbrasil.blogspot.com.br/2013/06/especial-pittsburgh.html