TRICAMPEÃO DA STANLEY CUP! LET'S GO PENS!

domingo, 18 de maio de 2014

Ronald Burkle quer uma nova direção

Certamente, você, eu, nós brasileiros já estamos acostumados a vermos várias mudanças, reformulações e troca de comando quase que incessante em "nossos-esportes" quando determinadas equipes é eliminada de algo, já se sai logo de imediato tentando encontrar um culpado aqui e acolá. Mas o que será que nosso manda-chuva, Ronald Burkle, quis dizer quando se referiu que é hora de mover a franquia para uma nova direção?

A primeira resposta veio na demissão do nosso amado (pela maioria) General-Manager, Ray Shero, que, sim, tem sua parcela de culpa em mais um triste desfecho mês de maio.
Nosso agora ex-GM tem culpa no cartório porque é de responsabilidade dele administrar nosso salary-cap, realizar um bom Draft e fazer as famosas trocas, que o vem deixando famoso desde meados de 2006, quando foi contratado. É de responsabilidade dele manter o time em alto nível desde o título de 2009. Claro, a base já não é a mesma, pois passaram-se 5 longas temporadas. Alguns jogadores vieram e não deram conta do recado e, alguns mereciam um olhar mais clinico de Shero antes do mesmo deixa-los se tornarem Free-Agent, caso de Tyler Kennedy, Maxime Talbot e recentemente Matt Cooke.

É bem verdade que Talbot pediu uma grana bem salgada após marcar seus gols mais importantes de sua vida (não por menos) e ele acabou indo para os rivais estaduais Philadelphia Flyers após 6 temporadas com os Pens. Para os recém-chegados, Talbot, marcou os dois gols do nosso titulo da Stanley Cup de 2009 em cima dos Red Wings, em Detroit. O tempo passou, o jogador se auto valorizou, na temporada seguinte, ao lado de Kris Letang, nosso ex-camisa 25 jogou todas as 82 partidas da temporada regular, mas não bastou para Shero, que o deixou ir jogar no outro time da Pensilvânia.

Gostando ou não dele, nada muda o fato dele ter contribuído diretamente para nosso triunfo em 2009
Falando agora dos jogadores que chegaram e não obtiveram o mesmo sucesso de seus antecessores pelo nosso ex-GM:

Começamos com Mike Comrie foi à Pittsburgh para "passar umas férias" e após 21 jogos e 6 pontos já disse adeus.

Shero chegou a trazer um conhecido da equipe, o sul-coreano Richard Park, que jogou de 1994 à 1997 em Pittsburgh. E o que mais chama atenção, é que no seu retorno (2011-12) ele somou mais pontos em menos partidas disputadas do que os 4 primeiros anos com a equipe. De 1994 à 1997 Park disputou 58 partidas e somou 11 pontos, já no retorno foram 4 partidas a menos e 3 pontos a mais somados. Mas nada de extraordinário.


E não pense que a troca envolvendo Jordan Staal e Brandon Sutter (ex-Hurricanes) agradou a todos. Staal era de suma importância para nosso Penalty-Kill. A salvação de Shero veio com um leve murmúrio, onde nosso ex-camisa 11 teria dito que não era jogador de 3rd line, por mais que em muitas vezes ele atuava com Geno na segunda linha como Winger. Mas originalmente ele é Center e competir por espaço nas linhas de cima com Sid e até mesmo Geno não era lá uma disputa muito fácil para Jordan.

Com razões ou não, Staal tinha motivos para pensar assim, já que de 2007 à 2010 ele jogou todas as 82 partidas da temporada regular somando 126 pontos. No título de 2009, Jordan somou 9 pontos em 24 partidas nos Playoffs contribuindo diretamente para nosso terceiro título.

Outro murmúrio envolvendo Jordan, foi que ele possivelmente teria dito que um de seus sonhos na carreira era jogar ao lado de Eric, seu irmão mais velho e, que isso poderia ter afetado diretamente a decisão de Shero em troca-lo. Mas mesmo assim, nosso ex-camisa 11 merecia um pouco mais de carinho de nosso GM.


Na ultima temporada, Shero fez o que se espera dele, trouxe nomes de peso, jogadores que estavam secos para erguer a Lord Stanley pela primeira vez em sua carreira. Exemplo claro disso foi a contratação de Jarome Iginla, que dormiu jogador do Boston Bruins e acordou em Pittsburgh. No Calgary Flames, Iggy era dono do time, capitão e ídolo dos mais velhos aos mais jovens fans do time canadense.

Já em Pittsburgh a realidade seria bem diferente disso, o camisa 12 seria um suporte a Evgeni Malkin, Sidney Crosby e companhia limitada. Ele até fez o que se espera dele, foram 11 pontos em 13 jogos na temporada regular e somou 12 pontos em 15 jogos na pós-temporada, sendo nosso 4º maior pontuador da mesma. Talvez valesse a pena investir nele para mais uma temporada, Shero disse mais uma vez adeus para um jogador que merecia um olhar mais clinico e o jogador foi, agora de vez, para Massachusetts.

Vamos ser justos e dizer que o ex-12 se tornaria Free-Agent e não pediria poucos "milhares" de dólares por mais um ano. Mas se for parar e analisar friamente, seria um investimento em um curto prazo e, o melhor, estaria investindo na -digamos assim- tranquilidade dos nossos camisas 71 e 87. Nada feito!

Ele não veio sozinho, Shero trouxe com ele outro capitão, Brenden Morrow, esse com menos peso que o citado anteriormente, já que no Dallas Stars, ele já não vinha tendo uma temporada fácil. Até então havia sido 29 jogos e 11 pontos pela equipe texana. Morrow até somou seus 14 pontos em 15 jogos na temporada regular, mas na hora do "vamos-ver" foram apenas 4 pontos em 14 jogos. Mais um que se tornaria agente livre e analisando esse caso, Shero não exitou e disse certamente adeus para o camisa 10.

Para fechar o pacote de reforços, veio ainda, Jussi Jokinen. O desfecho dessa história todos nós sabemos decorado e o único legado disso foi Jokinen, que chegou sem fazer barulho, foi batalhando, conquistando seu espaço e nessa atual temporada que acabou diante do New York Rangers, o camisa 36 foi artilheiro e segundo maior pontuador da equipe na pós-temporada com 7 gols e 10 pontos, ficando apenas atrás de Malkin, que somou 14.


Falando agora da atual temporada, Shero diferentemente da temporada passada, quando recheou o time de estrelas foi mais cauteloso e procurou trazer jogadores para suprirem posições necessárias para o momento. Prova disso, foi que Ryan Kesler, do Vancouver Canucks estava sobrando no último Trade-Deadline e o nome dele sequer chegou ganhar forças em Pittsburgh.

Blake Wheeler, do Winnipeg Jets chegou ser sondado, mas sem mais que isso. Assim como Ryan Callahan, capitão do rival Rangers, mas esse, estaria insatisfeito na Broadway por ser recusado um salário, que na visão de seu GM, Glen Sather seria alto e não é segredo para ninguém que nosso teto salarial é um dos mais inflados da NHL. O resto da história de Cally todos nós já sabemos.

Shero agiu pontualmente e trouxe jogadores, que na ocasião, eram para suprir posições carentes naquele momento devida tantas lesões, que nos atrapalharam desde o primeiro dia da temporada regular.

Lee Stempniak do Calgary Flames e Marcel Goc do Florida Panthers chegaram sem fazer alardes, pois assim como todos os torcedores dos Pens e até mesmo eles sabiam que vieram para fazer o papel de "peões" da equipe. 
Stempniak veio por uma escolha de terceira rodada no próximo Draft e Goc por uma escolha de quinta rodada no próximo Draft e por uma escolha de terceira rodada em 2015.
Estes fizeram o que se esperava deles, nada além disso. Stempniak em 21 jogos anotou 11 pontos e Goc pontuou 2 vezes em 12 partidas na temporada regular.
Nos Playoffs, Stempniak em 13 partidas somou 3 pontos e Goc 1 ponto em 9 jogos. Culpar Shero por isso? Não seria justo, pois mais uma vez ele mostrou frieza e na hora fez o que achava que tinha que ser feito.

A temporada mais uma vez acabou antes da hora e junto com ela o reinado de Shero que durava já há 8 temporadas. Uma outra dúvida paira nos céus de Pittsburgh e, é essa dúvida que pode ter sido crucial para a demissão de Shero.

A quem diga que ele foi demitido por ter bancado Dan Bylsma após a fatídica varrida diante dos Bruins, quando Mario Lemieux e Ronald Burkle terem pedido a cabeça de Dan. Até que nada seja resolvido de fato, o interino Jason Botterill está fazendo o papel de bombeiro e tentando apagar o fogo que os Rangers ascenderam em Pittsburgh.

Caso seja Botterill seja efetivado ou um novo GM seja chamado, ele já terá que chegar tendo que fazer uma escolha nada fácil e resolver uma questão em Pittsburgh: "Manter Bylsma, como fez o seu antecessor ou fazer a vontade do patrão (Burkle), mover a franquia para outro caminho e nomear um novo Head-Coach?"

Comentários
2 Comentários

2 comentários:

Ramon Santos disse...

Bylsma não tem mais clima pra ficar em Pittsburgh... E isso não é imediatismo. Após essas ultimas 3 eliminações, a bola de neve for aumentando. Não da pra deixar virar uma avalanche

Anônimo disse...

Disse tudo Ramon , tá na hora de Bylsma sair , não tem clima nem ambiente para isso , mas infelizmente não tem bons nomes no mercado .

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